José Arimatéia Felipe, de 39 anos, conhecido pela alcunha de “Derimar”, continua foragido após matar a estudante de 17 anos, Ana Kévile Nogueira Batista. O crime aconteceu em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis no distrito de Barra, no município de Deputado Irapuan Pinheiro, na tarde do último sábado (25). O caso chocou a região pela banalidade e brutalidade.
O Revista Central teve acesso, com exclusividade, aos depoimentos das testemunhas que presenciaram o crime.
O assédio
O frentista do posto relatou que a adolescente estava no estabelecimento com outras pessoas quando uma colega de trabalho o avisou que Derimar estava assediando Kévile. Segundo o relato, ele oferecia dinheiro à jovem, que recusava as propostas indecentes.
O funcionário afirmou que o assassino estava bebendo no local desde as 14h e que o crime ocorreu por volta das 17h, quando o agressor já apresentava sinais claros de embriaguez. No momento em que o frentista se aproximava para verificar a situação, um carro chegou para abastecer; foi quando ele ouviu os disparos.
Prima
Uma prima da vítima, de 16 anos, trouxe mais detalhes. Ela contou que estava conversando com Kevile e uma tia quando o homem passou a assediá-la. Diante da insistência e da oferta de dinheiro, iniciou-se um tumulto no local. Pessoas presentes passaram a exigir que o indivíduo se retirasse. A própria prima pediu que o homem “tivesse vergonha”, lembrando que a jovem era menor de idade.
Diante da pressão, o assassino saiu em uma motocicleta velha. No entanto, após um curto intervalo de tempo, ele retornou e dirigiu-se novamente à mesa da vítima. Kévile pediu que ele se afastasse e que seguisse o seu caminho, deixando-a em paz.
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O Crime
Segundo as testemunhas, após ouvir o “não” da vítima, o acusado se afastou, mas permaneceu no local. Uma funcionária da conveniência relatou: “Ao descer da motocicleta, ele já sacou uma arma de fogo do tipo pistola. Nesse instante, percebi que as pessoas começaram a correr, por isso me abaixei e me abriguei embaixo do balcão, não visualizando a sequência direta da ação criminosa.”
Tia
A tia da vítima confirmou o comportamento invasivo do agressor, relatando que ele chegou a tocar na coxa da adolescente sem consentimento e ofereceu a quantia de R$ 500 para manter relações sexuais, sendo prontamente repreendido antes de cometer o assassinato.
Investigação
O crime está sendo investigado pelo delegado Helder Beserra dos Santos, titular da Delegacia Regional de Senador Pompeu, que poderá solicitar a prisão preventiva do suspeito, atualmente foragido.
Sepultamento
O sepultamento da vítima ocorreu na localidade, marcado por forte comoção, tristeza e pedidos de justiça por parte de familiares e moradores.

