Lar Quixadá Carência de médico anestesista no interior compromete funcionamento de Maternidade em Quixadá
QuixadáÚltimas notícias

Carência de médico anestesista no interior compromete funcionamento de Maternidade em Quixadá

69
(foto: divulgação)

Quixadá: A carência de profissionais especialistas para atuação em unidades de saúde no interior do Ceará, tem prejudicado o funcionamento dos serviços. No Hospital Maternidade Jesus Maria José (HMJMJ) o plantão clínico desta sexta-feira (24) funcionou sem um médico anestesista. O Revista Central apurou que uma gestante de 41 semanas precisou ser transferida. Ela não corre risco de vida.

Por nota, a unidade confirmou o fato. “Houve ausência de profissional médico anestesista na escala de plantão da unidade. A ausência pontual ocorre em razão da escassez de médicos anestesistas no mercado regional”, esclareceu o HMJMJ.

Referência nos serviços de obstetrícia para os municípios do Sertão Central, o Hospital Maternidade em Quixadá precisou transferir uma paciente com 41 semanas de gestação para o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) em Quixeramobim, porque não havia médico anestesista. A unidade tranquiliza a população e esclarece que “não há gestantes em situação de risco de vida em decorrência da ausência temporária do profissional na unidade”.

Embora traga um viés de revolta na população que fica sem o atendimento completo quando precisa, esse problema não é algo novo no universo de gestão das unidades de saúde. Muitos profissionais especialistas, como anestesistas, neurologistas ou traumatologistas, residem na Capital e preferem se candidatar a vagas ofertadas por lá por uma questão de comodidade, uma vez que não precisariam ter custos com deslocamentos. Há ainda a questão comercial: os preços praticados pelos hospital de Fortaleza costumam ser mais atrativos do que a quantia oferecida nas unidades do interior.

O Revista Central recebeu uma série de denúncias de usuários nesta sexta-feira (24) e procurou o HMJMJ para obter os esclarecimentos. Através da nota, a direção afirmou que “segue adotando todas as medidas para recomposição da escala e normalização do atendimento o mais breve possível” e que diante da situação do impacto às gestantes com a ausência de anestesistas, “cada caso é avaliado individualmente pela equipe médica, conforme critérios clínicos e obstétricos, sendo as condutas adotadas de acordo com a assistência e segurança materno-fetal”.

Artigos relacionados

CearáÚltimas notícias

Taty Girl cobra prefeituras pagamento em atraso de shows denunciados por ‘cachês milionários’

Os altos cachês pagos por prefeituras a artistas em festas públicas estão...

Sertão CentralÚltimas notícias

Fechamento da Libra em Banabuiú ocorre sob custos de R$ 30 milhões com ações ambientais e desvalorização do ferro

Região Central: Uma série de fatores teriam contribuído para a decisão do fechamento...

PolicialÚltimas notícias

Operação cumpre 13 prisões contra grupo criminoso em Mombaça e outras cidades do Ceará

Região Central: A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou, nesta...

Sertão CentralÚltimas notícias

Tumulto interrompe apresentação de caretas no município de Mombaça

Um tumulto registrado na noite desta quinta-feira (23) interrompeu a tradicional apresentação...