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Carência de médico anestesista no interior compromete funcionamento de Maternidade em Quixadá

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(foto: divulgação)

Quixadá: A carência de profissionais especialistas para atuação em unidades de saúde no interior do Ceará, tem prejudicado o funcionamento dos serviços. No Hospital Maternidade Jesus Maria José (HMJMJ) o plantão clínico desta sexta-feira (24) funcionou sem um médico anestesista. O Revista Central apurou que uma gestante de 41 semanas precisou ser transferida. Ela não corre risco de vida.

Por nota, a unidade confirmou o fato. “Houve ausência de profissional médico anestesista na escala de plantão da unidade. A ausência pontual ocorre em razão da escassez de médicos anestesistas no mercado regional”, esclareceu o HMJMJ.

Referência nos serviços de obstetrícia para os municípios do Sertão Central, o Hospital Maternidade em Quixadá precisou transferir uma paciente com 41 semanas de gestação para o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) em Quixeramobim, porque não havia médico anestesista. A unidade tranquiliza a população e esclarece que “não há gestantes em situação de risco de vida em decorrência da ausência temporária do profissional na unidade”.

Embora traga um viés de revolta na população que fica sem o atendimento completo quando precisa, esse problema não é algo novo no universo de gestão das unidades de saúde. Muitos profissionais especialistas, como anestesistas, neurologistas ou traumatologistas, residem na Capital e preferem se candidatar a vagas ofertadas por lá por uma questão de comodidade, uma vez que não precisariam ter custos com deslocamentos. Há ainda a questão comercial: os preços praticados pelos hospital de Fortaleza costumam ser mais atrativos do que a quantia oferecida nas unidades do interior.

O Revista Central recebeu uma série de denúncias de usuários nesta sexta-feira (24) e procurou o HMJMJ para obter os esclarecimentos. Através da nota, a direção afirmou que “segue adotando todas as medidas para recomposição da escala e normalização do atendimento o mais breve possível” e que diante da situação do impacto às gestantes com a ausência de anestesistas, “cada caso é avaliado individualmente pela equipe médica, conforme critérios clínicos e obstétricos, sendo as condutas adotadas de acordo com a assistência e segurança materno-fetal”.

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