Lar Política Tribunal de Justiça mantém afastamento do prefeito de Madalena e Secretários
Política

Tribunal de Justiça mantém afastamento do prefeito de Madalena e Secretários

367

Conveno_PSB_de_Madelana_12

Segundo os representantes do Ministério Público do Estado do Ceará, a investigação decorre de uma busca e apreensão realizada na sede da Comissão de Licitação.

O desembargador Francisco Gladyson Pontes negou, nesta terça-feira (09), seguimento ao agravo de instrumento interposto pela defesa do prefeito de Madalena, Zarlul Kalil Filho, mantendo a decisão proferida pelo juiz Paulo Sérgio Reis que afastou o Chefe do Executivo e mais 27 agentes públicos. Na decisão, o desembargador pontificou que “é demasiado inverossímil que o descalabro administrativo tão generalizado não estivesse sob o controle finalístico e não fosse da ciência do Prefeito Municipal”. Com a manifestação do Poder Judiciário, o prefeito continuará afastado por 180 dias, estando o vice-prefeito ocupando, temporariamente, a chefia do Executivo.

De acordo com a decisão proferida em segunda instância, “os fatos em tese ilícitos descritos pelo Ministério Público ocorreram na estrutura administrativa de um pequeno município, onde a relação e a comunicação do Chefe do Poder Executivo com os Secretários Municipais e membros da Comissão de Licitação certamente ocorre com grande frequência, quiçá diariamente e com a marca da pessoalidade”, entendeu o desembargador.

Zarlul Kalil Filho e os outros 27 agentes públicos (incluindo a primeira dama, o procurador-geral do Município e todo o primeiro escalão da atual gestão municipal), foram afastados no último dia 25 de novembro, na “Operação Caixa Preta”, realizada pelo MPCE em parceria com a Polícia Civil, e tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrados, bem como os bens móveis e imóveis indisponibilizados por conta de supostas fraudes licitatórias no valor absoluto de, aproximadamente, R$ 7 milhões.

{module [270]}

Matéria Relacionada: Operação “caixa preta” afasta prefeito de Madalena e mais 26 agentes públicos

Segundo os representantes do Ministério Público do Estado do Ceará, a investigação decorre de uma busca e apreensão realizada na sede da Comissão de Licitação da Prefeitura de Madalena, quando se constatou a existência de diversos procedimentos com ausência de assinaturas em documentos essenciais dos certames.

Sobre tal aspecto, o desembargador Gladyson Pontes afirmou que “a ausência de assinatura do agravante nos documentos inicialmente apreendidos por determinação judicial, a pedido do Ministério Público, por si só, tem presente a ampla delegação de poderes aos Secretários Municipais e outros agentes públicos formalizada em decreto do Executivo, não constitui razão para excluir desde logo sua responsabilidade pela situação de total ilicitude existente na administração municipal.”, ressaltou.

Artigos relacionados

PolíticaÚltimas notícias

Pesquisa Quaest: No Ceará, Camilo vai melhor que Elmano contra Ciro para o governo

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (30) pela Quaest revela diferentes configurações para a...

PolíticaÚltimas notícias

Derrota histórica: Veto no Senado a nome indicado por Lula ao STF é o primeiro em 132 anos

A derrota inédita e sem precedentes da indicação do próximo ministro do...

PolíticaÚltimas notícias

MPCE pede condenação de prefeito do PT no interior do Ceará por usar cor do partido em obras públicos

O Ministério Público do Ceará (MPCE) se manifestou pela condenação do prefeito...

PolíticaÚltimas notícias

Ministro do STF, André Mendonça, suspende julgamento que pode condenar Eduardo Bolsonaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e...