Astucioso: Para burlar concurso, prefeito de Choró contrata cooperativa por dois milhões e poderá empregar familiares

Prefeitura pagará a “cooperativa” dois milhões e trinta e cinco mil e setecentos e quarenta e nove reais).

Região Central: O município de Choró vive em total estado de calamidade pública no que tange a moralidade e principalmente na fiscalização da coisa pública. Naquela cidade não existem mais órgãos para combater as imoralidades, assim, o prefeito se acha acima da lei.

Como em Choró o prefeito age como bem quer sem sofrer nenhuma consequência, resolveu contratar uma cooperativa e a população vai pagar mais de dois milhões de reais pelos próximos doze meses. O objetivo é contratar profissionais para atuar no serviço público do município.

De forma subliminar, agora o prefeito Marcondes Jucá pode empregar familiares e correligionários, utilizando a cooperativa, evitando qualquer concurso público.  Com a cooperativa não há a necessidade de seleção.

A imoralidade será utilizada para a Secretaria Municipal de Saúde de Choró, e quem venceu a licitação foi a UNIVIDA-cooperativa de trabalho e serviços em atendimento pré-hospitalar e saúde.  A população vai arcar com o 1º lote o valor de R$ 752.939,40 (setecentos e cinquenta e dois mil e novecentos e trinta e nove reais e quarenta centavos). Já no segundo lote, o valor baixou para R$ 77.226,60 (setenta e sete mil duzentos e vinte e seis reais e sessenta centavos), sendo o último bloco milionário, ou seja, R$ 1.205.583,00 (um milhão e duzentos e cinco mil e quinhentos e oitenta e três reais).

O total que a prefeitura deverá pagar a essa “cooperativa” será apenas a bagatela de 2.035,749,00 (dois milhões e trinta e cinco mil e setecentos e quarenta e nove reais).

O que chama a atenção não são apenas os valores, mas a cooperativa vencedora, normalmente, o setor de licitação recolhe proposta de pelo menos três empresas, entretanto, fez somente da UNIVIDA, curiosamente, a vencedora.

A Secretaria de Saúde Jamile Maria Paz Moura homologou a licitação, que já está em pelo vigor. No mês de abril, curiosamente, o prefeito fez demissões de prestadores, acredita-se que tenha sido apenas para desloca-se para esta empresa.

A população espera fielmente que o Ministério Público adote medidas para barrar essa imoralidade no serviço público de Choró. Caso nada seja feito, o prefeito Marcondes poderá colocar seus aliados e familiares, utilizando a máquina pública em seu benefício próprio.

Em Quixadá, o Ministério Público vem atuando fortemente para impedir as mesmas iniciativas, portanto, nada mais justo que também utilize em Choró.

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