Tartaruga-verde de quase 150 kg encalhada no litoral do Ceará morre após resgate

Tartaruga-verde foi resgatada na tarde de segunda-feira (20), após encalhar na Praia de Canoa Quebrada, em Aracati, no litoral leste do Ceará. — Foto: PCCB/ Divulgação

Uma tartaruga-verde de quase 150 quilos morreu na manhã desta terça-feira (21) horas após ser resgatada por um projeto ambiental do Rio Grande do Norte. Ele esteve encalhada na Praia de Canoa Quebrada, em Aracati, no litoral leste do Ceará, e apresentava ferimentos na cabeça.

O animal foi localizado na tarde desta segunda-feira (20), na faixa de areia, pela italiana Susy Saninno, que mora há 15 anos na região. Segundo Susy, essa não é a primeira vez que aparecem tartarugas no local, mas na maioria dos casos que ela presenciou os animais já estavam mortos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e isolou o local. A tartaruga foi recolhida pelos agentes, com a ajuda de populares e ambientalistas do Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB-UERN), vinculado à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Resgate

Conforme o Projeto Cetáceos, o animal é uma tartaruga-verde fêmea, de 148,4 quilos, que apresentava traumatismo craniano, “causado possivelmente” por ação humana.

“A tartaruga foi medicada com objetivo de diminuir a dor e a inflamação da lesão. Infelizmente, na manhã do dia 21 de junho o animal veio a óbito, sendo levado para a realização do exame de necropsia”, disse o Projeto.

O PCCB atua principalmente no monitoramento de praias, resgate, reabilitação e soltura de animais marinhos.

Tartaruga-verde

Também conhecida como tartaruga-aruanã, a tartaruga-verde é da espécie Chelonia myda. Ela possui distribuição em mares tropicais e subtropicais, próximo à costa continental e em torno de ilhas, considerada rara em águas temperadas, sendo uma espécie que apresenta hábitos mais costeiros, utilizando até estuários de rios e lagos.

“Nos primeiros anos de vida, a tartaruga-verde habita águas pelágicas e apresenta dieta onívora, com tendência carnívora. Na fase juvenil e na fase adulta, ela habita áreas neríticas associadas a bancos de fanerógamas submersas e algas e tornam-se herbívoras, ingerindo macroalgas e fanerógamas”, explicou Projeto Cetáceos.

De acordo com o projeto, a região da Bacia Potiguar se configura como uma importante área de ocorrência e alimentação de tartarugas-verde, sendo a espécie com maior número de registros de encalhe na região.

“O encalhe do animal nos deixa o alerta sobre os impactos humanos no ecossistema marinho”, falou o PCCB.

 

Com informações do G1