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Risco máximo de intervenção não significa que barragens do Ceará estão sob ameaça de se romper; entenda

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Açude Jaburu II, em Pedra Branca: reservatório tem risco de intervenção (Foto: divulgação)

A divulgação do Relatório sobre Segurança de Barragens no Ceará que aponta a estrutura de 19 reservatórios com necessidade de intervenção máxima, despertou curiosidade e receio na população. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) afirma que o termo não significa com risco de rompimento de açudes.

Na edição especial deste sábado (6) o Revista Central publicou os números sobre o relatório, trazendo um detalhamento sobre a situação de barragens no Ceará, entre elas a Jaburú II, em Pedra Branca, a única no Sertão Central que aparece no documento. Desde então seguidores do site e leitores mandaram mensagens assustados.

O medo da população é de que os dados do relatório indique que possa acontecer no Ceará desastres com barragens, da magnitude dos acidentes vistos nos últimos tempos como em Mariana e Brumadinho, com a diferença que ali tratavam-se de barragens de rejeitos.

Conforme a Cogerh, a nomenclatura utilizada no relatório para elencar os reservatórios com “prioridade máxima de intervenção” em nada tem relação com o risco de ruptura. O diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças, reforça que o tópico significa a priorização de investimentos com objetivo de realizar ações corretivas e de manutenção, levando em conta o orçamento da Companhia e a busca por investimentos.

“Quando o relatório traz 19 reservatórios com prioridade máxima de intervenção é porque, baseado em nossas inspeções, nós teremos de priorizar recursos em nosso orçamento para fazer as correções em tempo e evitar que essas pequenas anomalias se tornem anomalias maiores, e, aí sim, levem risco”, explicou sobre a metodologia utilizada.

Antes mesmo de causar medo na população do Sertão Central, o assunto também foi alvo de discussões na Assembleia Legislativa. O deputado Acrísio Sena, presidente da Comissão de Recursos Hídricos, comentou a situação sobre o entendimento de parte da população sobre o Relatório.

“Na verdade, isso significa a priorização de investimentos com objetivo de realizar ações corretivas e de manutenção, o que está sendo feito prioritariamente – e de forma permanente – em 19 reservatórios, nos quais estão sendo feitas correções em tempo para evitar que essas pequenas anomalias se tornem anomalias maiores, e, aí sim, levem risco”, afirmou o presidente da Comissão.

A classificação de risco alto atribuída pelo relatório ao reservatório Jaburu I, localizado na bacia da Serra da Ibiapaba, se deve ao surgimento de uma anomalia na região a jusante da estrutura. “Trata-se de uma percolação com presença de sedimentos no medidor de vazão MV 04. Desde a detecção desta anomalia diversas medidas foram tomadas para garantir a segurança da estrutura”, reforça Bruno Rebouças.

A classificação de alto risco, entretanto, não significa um estado de emergência nem indica perigo de ruptura. “Desde a detecção da anomalia, o monitoramento foi intensificado, consultores especialistas em geotecnia e geologia foram contratados, e, atualmente, encontra-se em andamento uma intervenção na região com injeções de calda de cimento”, ressaltou Rebouças.

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