Lar Polícia Federal prende general Braga Netto, que foi vice na chapa de Bolsonaro

Polícia Federal prende general Braga Netto, que foi vice na chapa de Bolsonaro

193
General Braga Netto, é o primeiro general quatro estrelas a ser preso na história do País (Foto: Agência Brasil)

A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado (14), o ex-ministro da Defesa e general Walter Braga Netto. Ele é um dos alvos do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022. Ele estaria atrapalhando as investigações, “na livre produção de prova durante a instrução do processo penal”. 

Braga Netto foi preso no Rio de Janeiro. A PF realiza buscas na casa do general, em Copacabana. Ele será entregue ao Comando Militar do Leste e ficará sob custódia do Exército.

Os mandados de prisão preventiva, busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

O general foi candidato a vice-presidente em 2022 na chapa com Jair Bolsonaro. Antes, ocupou os cargos de ministros da Casa Civil e da Defesa na gestão de Bolsonaro.

Os agentes cumpriram ainda mandado de busca e apreensão na residência do coronel Peregrino, assessor de Braga Netto.

Em relatório enviado ao STF, no mês passado, a Polícia Federal apontou que Braga Netto teve participação concreta nos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito, inclusive na tentativa de obstrução da investigação. Na ocasião, a PF indiciou o militar e mais 36 acusados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) apurou ainda que uma das reuniões realizadas para tratar do plano golpista para impedir a posse e matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes  foi realizada na casa do general Braga Netto, no dia 12 de novembro de 2022.

Nas investigações do inquérito do golpe, divulgadas em novembro, a polícia afirmou ter na mesa do coronel Peregrino, na sede do Partido Liberal (PL), um esboço de ações planejadas para a denominada “Operação 142”. O nome dado ao documento faz alusão ao artigo 142 da Constituição Federal que trata das Forças Armadas e que, segundo a PF, era uma possibilidade aventada pelos investigados como meio de implementar uma ruptura institucional após a derrota eleitoral do então presidente Bolsonaro. O documento encerra o texto com frase “Lula não sobe a rampa”.

Artigos relacionados

Eleições 2026

Quixadá e outras cidades do Sertão Central terão tropas federais durante as eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, nesta quinta-feira (27), o emprego de...

Sertão CentralÚltimas notícias

Consumidores de Quixeramobim, Senador Pompeu e Banabuiú terão atendimento do Decon Viajante

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério...

QuixadáÚltimas notícias

EXCLUSIVO: Exame confirma que motorista que derrubou arco do Açude Cedro estava alcolizado

Quixadá: Paulo Roberto Lima, de 49 anos, o motorista que derrubou o...