Lar Mulher morre depois de ficar internada por se queimar enquanto fritava ovo

Mulher morre depois de ficar internada por se queimar enquanto fritava ovo

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Vítima chegou a ficar dez dias internada, mas não resistiu (Foto: reprodução)

Elisângela Oliveira de Jesus, uma mulher de 33 anos residente em Rio Claro, São Paulo, faleceu na última semana, devido a complicações resultantes de queimaduras sofridas enquanto preparava um ovo. Após dez dias de internação na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) da Santa Casa de Misericórdia de Limeira, a vítima não resistiu aos ferimentos.

Segundo relatos da imprensa, o incidente ocorreu no último dia 16 de fevereiro, quando Elisângela colocou uma frigideira com óleo no fogão para aquecer e quebrou um ovo em um copo para verificar sua qualidade. No entanto, sem perceber a presença de água no copo, ela despejou o ovo na frigideira, provocando uma reação que resultou em chamas.

Mas o que muitos ainda se perguntam é: como algo tão simples, conseguiu resultar em um acidente com efeitos tão drásticos?

A água, com seu ponto de ebulição fixado em 100°C, é uma substância que, ao ser submetida ao calor extremo, passa rapidamente do estado líquido para o gasoso. Por outro lado, o óleo, se já em chamas, certamente estará em uma temperatura ainda mais elevada. Essa discrepância térmica é crucial para entendermos o fenômeno que ocorre quando esses dois elementos se encontram.

Além da diferença de temperatura, a água é mais densa que o óleo e, por consequência, tende a se posicionar abaixo deste último quando em contato. Ao ser introduzida no óleo fervente, a água instantaneamente evapora, formando bolhas que ascendem rapidamente à superfície. Essas bolhas, ao romperem a camada de óleo, liberam uma pressão resultando em uma explosão que pode ser perigosa.

É importante ressaltar que essa explosão não é causada pela água em si, mas sim pela rápida mudança de estado físico que gera um aumento repentino de volume, desestabilizando a superfície do óleo e levando à liberação repentina de vapor.

Elisângela foi inicialmente atendida na Santa Casa de Rio Claro e posteriormente transferida para o hospital especializado em queimaduras em Limeira. Embora estivesse programada para passar por uma cirurgia na segunda-feira, seu estado de saúde se deteriorou, levando-a a sofrer uma parada cardiorrespiratória fatal.

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