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Geólogos da Unicamp descobrem vestígios de vulcões em solos de dois municípios do Ceará

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Durante pesquisas, geólogos encontraram fragmentos de rochas vulcânicas em solos de Forquilha (Ticiano J. S. Santos / IG-Unicamp)

 

No final de maio deste ano, um artigo divulgado sobre um estudo geológico na revista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou um resultado inimaginável para os cearenses: para os pesquisadores, há muitos anos, alguns municípios do Ceará tinham vulcões e grandes montanhas, como a Cordileira do Himalaia.

É até difícil de acreditar, mas foi isso que apontou o resultado de um artigo de mestrado, produzido após anos de pesquisa pela pesquisadora do Instituto de Geologia da Universidade Estadual de Campinas (IG-Unicamp), Michele Pitarello, e pelo também então estudante Matheus Ancelmi, ambos orientados pelo geólogo Tinciano Santos.

Para os pesquisadores, no passado, o solo cearense tinha montanhas vulcânicas como a da Cordilheira do Himalaia (Foto: reprodução)

De acordo com os estudos, grandes blocos de rochas vulcânicas existiram na região Nordeste e Centro-Oeste do país há cerca de 600 milhões de anos. Em dois municípios do Ceará foram encontrados materiais rochosos que indicam para a existência de vulcões: Forquilha e Irauçuba.

Mapeamento em solo cearense

“Durante quase um ano, em seu mestrado, o geólogo Matheus Ancelmi identificou e catalogou mais de 40 afloramentos de rochas submetidas a alta pressão na região de Forquilha. Depois, mudaram para a região do município de Irauçuba, a 70 km de distância, e encontraram outra amostra do raro mineral”, diz trecho do artigo.

O raro material a quel eles se referem é a Coesita, um mineral que se forma a profundidades próximas a 90 quilômetros (km) à ultra-alta pressão, 20 mil a 30 mil vezes maior que a do nível do mar, e foram confirmadas em 2015, após uma análise de uma espessura de 30 micrômetros (1 micrômetro equivale a 1 milésimo de milímetro).

Embora tenha sido apresentado ao público científico internacional em 2015, as evidências foram detalhadas no Brasil no final de maio, no artigo da Fapesp pelo também geólogo Carlos Fioravanti. “Há cerca de 640 milhões de anos, a região de Forquilha já foi cadeia de montanhas como o Himalaia”, afirmam os geólgoos.

Até agora, no mundo inteiro, foram encontradas apenas 24 ocorrências de coesitas, já incluídas as duas do Ceará, as primeiras do país, apresentadas na edição de junho deste ano da revista Lithos.

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