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Divino mistério: Onde estão os pregos e a cruz usados na crucificação de Jesus?

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Neste período de Semana Santa, quando fiéis relembram através de preces, orações e ritos, os últimos momentos da vida de Jesus, muitos se perguntam: onde estariam os pregos e a cruz utilizada na crucificação?

Ao longo da história, diversos objetos foram associados à crucificação de Jesus Cristo e alguns permanecem àmostra em igrejas e templos estapalhados pelo mundo, mas para a ciência muitos deles têm autenticidade questionada.

O principal personagem desta polêmica são os pregos usados na crucificação. Na década de 90 um ossuário do século I d.C. foi encontrado por arqueólogos, em uma caverna de Jerusalem que tinha inscrito o nome de Caifás, figura citada no Novo Testamento. Esses pregos desapareceram mas em 2011 um cineasta afirmou tê-los reencontrado e fez um documentários mostrando, após estudos, que os pregos tinham fragmentos de ossos e madeira, indicando que eles teriam sido usados para crucificar alguém.

Na tradição católica a igreja de Santa Maria della Scala, localizada em Siena, na Itália, é conhecida por abrigar um dos pregos que teriam sido utilizados na crucificação do Senhor. O objeto tem sido mantido na igreja, onde é venerado pelos fiéis como uma relíquia sagrada.

Conforme visto nas reproduções da morte de Cristo, três ou quatro pregos teriam sido usados em suas mãos e pés. Mas não é isso que diz a Enciclopédia Católica: lá, nada menos que 30 pregos são venerados como relíquias de sua morte. Ou seja, a questão está longe de ter uma resposta exata.

Cruz sagrada

Segundo a tradição cristã, a descoberta da Cruz atribuída a Jesus Cristo é associada a Santa Helena, mãe do imperador Constantino. No século IV, durante uma peregrinação à Terra Santa, ela teria conduzido escavações em Jerusalém, no local indicado como o Calvário, onde ocorreu a crucificação.

Durante as buscas, teriam sido encontradas três cruzes. Para identificar qual delas seria a de Cristo, foi realizado um teste com uma mulher enferma. De acordo com o relato, ao tocar uma das cruzes, ela teria sido curada, levando à identificação do objeto como a chamada “Vera Cruz”.

Após esse episódio, fragmentos da cruz passaram a ser distribuídos para diferentes centros religiosos. Igrejas em várias partes do mundo afirmam guardar partes da relíquia, como a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Catedral de Notre-Dame, em Paris, a Basílica de São Pedro e a Capela de Santa Helena, em Roma, além da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

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