Uma mulher e o filho autista passaram cinco anos sem energia elétrica na casa onde moravam, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o fornecimento foi interrompido em 2021, após o ex-marido da vítima pedir o desligamento da unidade logo depois de ser afastado do imóvel por uma medida protetiva.
Mesmo após a morte do homem, um ano depois, a situação permaneceu. De acordo com o MPSC, os ex-sogros continuaram impedindo o religamento da energia, numa tentativa de forçar a mulher a deixar a residência onde viveu por mais de 20 anos.
Sem acesso ao serviço, a família dependia da ajuda de vizinhos para armazenar alimentos, carregar celulares e utilizar equipamentos básicos. A mulher relatou que aquecia água no fogão para tomar banho e enfrentava as altas temperaturas apenas com a ventilação natural da casa.
O Ministério Público ingressou com uma ação judicial e conseguiu o restabelecimento da energia em junho deste ano. Para o promotor Samuel Dal Farra Naspolini, a situação configurou violência psicológica e uma continuidade da violência doméstica inicialmente praticada pelo ex-marido.
