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Cerca de 30 agências bancárias do Ceará já fecharam após funcionários testarem positivo para Covid-19

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Em Quixadá, nas primeiras semanas de janeiro, pelo menos três agências precisaram fechar (foto: RC)

O aumento de casos relacionados a Covid-19 e síndromes gripais têm gerado alguns problemas nos estabelecimentos que precisam funcionar com equipes de trabalho de forma presencial. É o caso dos bancos. Em todo o Ceará as agências estão precisando suspender os atendimentos depois que funcionários apresentaram teste positivo para o coronavírus.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará, cerca de 30 agências no estado tiveram o funcionamento suspendo e fecharam as portas temporariamente. O Sindicato não detalhou onde os casos foram registrados, mas afirmou que tanto na Capital como em municípios do interior, há casos de fechamento de agências.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo, alerta, no entanto, que esse número pode ser ainda maior, considerando que há dificuldade de obter informações junto a algumas instituições financeiras e as notificações estão ocorrendo, principalmente, a partir dos relatos dos próprios funcionários e do monitoramento que está sendo feito pelos dirigentes sindicais. Segundo ele, há relatos de bancos com pelo menos 150 funcionários afastados. E também denúncias de que há funcionários que permanecem em atividade mesmo com sintomas.

O Revista Central mostrou que no intervalo das duas últimas semanas de janeiro, três agências bancárias em Quixadá precisaram fechar depois que funcionários apresentaram testagem positiva para o coronavírus.

A medida, embora necessária, reflete numa série de problemas. Em municípios com apenas um banco, quando há a necessidade de fechamento da agência, o comércio sente os reflexos. A economia degringola, o dinheiro deixa de circular na cidade e os moradores passam a gastar no município vizinho, onde preferir ir sacar o dinheiro que possuem nas contas.

“Estamos recebendo denúncias de gente que está trabalhando mesmo doente. O que não era para ocorrer porque o protocolo que negociamos diretamente com os bancos é de que neste caso fecha a agência, bota o pessoal para testagem, desinfecta a agência para poder reabrir com segurança”, destacou Carlos Eduardo.

O monitoramento de agências e seus funcionários começou a ser feito pelo Sindicato dos Bancários desde março de 2020, quando começou a pandemia, mas neste ano, esse movimento de fechamento de agências em razão do afastamento do trabalhador começou a se intensificar desde a última quarta-feira, dia 5/1.

“É um número muito grande. O que a gente percebe é que esse surto de contaminação que se vê nesse começo de 2022 tem uma velocidade de contágio muito grande. O que, obviamente, aterroriza os trabalhadores e traz a obrigação dos bancos de não expor seus funcionários e clientes a situações de saúde que não dá para controlar. Por isso, o mais prudente nesses casos, é mesmo o fechamento da agência”, explica Carlos Eduardo.

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