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Acidente com trem que deixou 100 mortos em Piquet Carneiro completa 70 anos

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Na época, acidente ficou conhecido como uma das maiores tragédias ferroviárias do Ceará (Foto: arquivo Jornal O Povo)

Região Central: O município de Piquet carneiro organizou uma missa em respeito à memória das cerca de 100 pessoas mortas num acidente de trem ocorrido há 70 anos. O sinistro é conhecido, até hoje, como o maior acidente ferroviários da história do Ceará.

A celebração eucarística aconteceu no cruzeiro da Estrada de Ferro de Baturité, na altura do KM 332. O local é famoso pelo monumento erguido e por atrair fieis anualmente, que ascendem velas e fazem oração em memória das vítimas.

O prefeito de Piquet Carneiro, Bismarck Barros Bezerra, havia confirmado sua participação na celebração religiosa. Também ontem houve na cidade o lançamento de um cordel, que relembra partes da história do acidente ocorrido há 70 anos. Os textos foram escritos pelo poeta Edson Magalhães. As informações foram confirmadas pelo jornal O Povo.

História

O acidente ocorreu no ano de 1951, pouco depois das seis da manhã do dia 17 de dezembro. Naquela época Piquet Carneiro ainda era distrito do município de Senador Pompeu. O trem pertencia à empresa R.V.C.

Na época o jornal O Povo noticiou a matéria como a maior tragédia ferroviária da história do estado. Os corpos das vítimas ficaram presos às ferragens dos vagões, que saíram dos trilhos e foram arremessados para fora da estrada férrea.

O trem trazia passageiros do Crato e teria pernoitado no município de Iguatu. De acordo com a matéria do jornal O Povo da época, sua próxima parada seria em Senador Pompeu, mas no distrito vizinho (hoje município de Piquet Carneiro), o trem descarrilhou. Testemunhas que sobreviveram ao acidente na época, como o presidente da Câmara de vereadores de Iguatu, Jaime Cavalcante, alegaram que o veículo seguia em alta velocidade.

O condutor do trem, José Edgar Cavalcante, apontou três causas para o descarrilamento: a umidade, o aumento natural da velocidade ocasionada pelo declive do leito ferroviário e o brusco acionamento do trilho em uma curva fechada. “O atraso é compensado de outra forma, na redução dos minutos determinados para a demora do trem nas estações”, disse ao rebater o argumento de que o trem corria para entrar no horário adequado.

“O professor Osmar Lucena Filho, memorialista de Piquet Carneiro, ressalta que a memória do acidente segue presente entre os moradores da cidade até hoje. O desastre, com cerca de 100 mortos, foi o maior acidente ferroviário do Ceará e o oitavo do mundo, segundo pesquisas do memorialista, que estuda a história da cidade há cerca de 20 anos”, disse o jornal O Povo.

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