Quinze trabalhadores da construção civil foram resgatados nesta terça-feira (21) após serem encontrados em condições precárias de moradia no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. O resgate foi realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), após uma das vítimas denunciar a situação enfrentada pelo grupo.
Segundo o sindicato, os trabalhadores vieram do Maranhão após aceitarem uma proposta de emprego que prometia salário e alojamento. No entanto, ao chegarem ao Ceará, eles passaram cerca de 20 dias sem receber pagamento e viviam em uma residência sem água encanada, móveis e estrutura mínima para preparo de alimentos. O presidente do STICCRMF, Nestor Bezerra, afirmou que parte dos trabalhadores também relatou ter sido ameaçada pelo encarregado da obra, que teria intimidado o grupo com supostas ameaças envolvendo integrantes de facções criminosas.
Ainda conforme o sindicato, a alimentação era controlada pelo responsável pela obra, que condicionava as refeições ao comparecimento ao trabalho. Os trabalhadores relataram que chegaram a passar um dia inteiro sem comer. A casa onde estavam alojados possuía apenas redes para dormir e um reservatório com água em condições inadequadas para consumo. Um dos operários contou que perdeu mais de 20 quilos desde que chegou ao estado, devido à falta de alimentação adequada.
Após o resgate, os 15 homens foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Maranguape, onde registraram um boletim de ocorrência. A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do caso. Segundo o sindicato, a empresa responsável pela obra informou que irá providenciar o pagamento das verbas rescisórias e custear o retorno dos trabalhadores ao Maranhão, enquanto o grupo permanece em local seguro aguardando o translado.
