Uma mulher procurou a polícia depois que a filha, de 12 anos, revelou ter sido vítima de violência sexual, supostamente praticada pelo próprio avô. O caso aconteceu no bairro Parque Presidente Vargas, em Fortaleza, e passou a ser investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
De acordo com o relato apresentado pela mãe, a adolescente decidiu contar o que teria acontecido depois de voltar da escola abalada por comentários relacionados a casos de violência sexual. Segundo a menina, os episódios teriam começado quando ela tinha 8 anos e continuado ao longo dos anos. O último caso relatado teria ocorrido cerca de dois meses antes da denúncia.
A mãe afirmou às autoridades que também teria sido vítima de abusos praticados pelo pai durante a própria infância. Ela disse que, apesar do passado, havia voltado a confiar no homem por causa da convivência dele com as netas. Após ouvir o relato da filha, porém, decidiu interromper o contato das crianças com o avô e registrar a ocorrência.
Ainda conforme a mãe, a filha e uma irmã mais nova costumavam passar fins de semana na casa do suspeito. A situação teria mudado depois que a adolescente começou a demonstrar resistência em continuar frequentando o local.
A mulher também relatou ter recebido, cerca de dois meses atrás, mensagens da companheira do suspeito. Segundo ela, a mulher teria informado que encontrou conteúdos relacionados à pornografia infantil no celular dele e mencionado conversas com crianças e adolescentes. As informações também contribuíram para que a mãe impedisse novos encontros entre as filhas e o avô.
Após a denúncia, a adolescente recebeu atendimento especializado e passou por exames e procedimentos de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A família também informou que a menina deverá receber acompanhamento psicológico.
A Dececa instaurou um inquérito policial para apurar a denúncia. Os nomes da vítima, da mãe e do suspeito não foram divulgados para preservar a identidade da criança.
Defesa se manifesta
O advogado Victor Fernandes Tavares, que representa o homem investigado, afirmou que acompanha o caso e que o suspeito está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, caso seja convocado.
A defesa informou ainda que não comentará detalhes da acusação neste momento e ressaltou a necessidade de que a investigação siga os procedimentos legais, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência.
