Região Central – Um contrato de locação no valor de R$ 180.000,00 firmado sem licitação pela Câmara Municipal de Quixeramobim tem gerado repercussão e levantado questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos. O presidente da Casa Legislativa, vereador Igor Costa Martins, autorizou a contratação direta de um imóvel para abrigar, de forma provisória, os gabinetes dos 17 parlamentares do município.
O imóvel está localizado na Avenida 13 de Junho, nº 519, no Centro da cidade, e pertence a Rómulo Dário e Silva Cirilo. Segundo Igor Martins, o prédio foi o único encontrado com condições estruturais adequadas e localização estratégica para atender às necessidades da Câmara.
A medida foi justificada pela falta de espaço físico no atual prédio da sede administrativa da Câmara, que, segundo o presidente, não comporta os gabinetes de todos os vereadores. A contratação tem como objetivo garantir melhores condições de trabalho aos parlamentares e atendimento ao público.
Apesar da justificativa, o valor do aluguel e a ausência de processo licitatório chamaram a atenção. O contrato foi celebrado com base em um termo de inexigibilidade de licitação, que, de acordo com o documento oficial, se apoia em avaliação feita pelo Setor de Engenharia da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura da Prefeitura, atestando que o preço está compatível com o valor médio de mercado.
Contudo, o custo elevado e a forma de contratação têm sido alvo de críticas por parte de cidadãos e corretores do mercado imobiliário. O valor mensal será de R$ 15 mil reais o que tem levado a moradores a pedir investigação do Ministério Público Estadual.
A Câmara de Quixeramobim ainda não se pronunciou oficialmente sobre os critérios técnicos usados na avaliação do imóvel nem divulgou publicamente o laudo de avaliação. A expectativa é que o novo espaço comece a funcionar nos próximos dias, mas o episódio já alimenta o debate sobre os gastos públicos e a condução administrativa do Legislativo municipal.

