Uma ação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de uma mulher suspeita de tráfico de drogas em um prostíbulo localizado na cidade de Quixadá. O caso ocorreu na manhã da última quinta-feira, 26, após o recebimento de uma denúncia anônima.
De acordo com os agentes, a informação inicial dava conta de que a suspeita estaria escondendo entorpecentes em suas partes íntimas e os comercializando dentro do estabelecimento, que funcionava como ponto de prostituição. Durante a abordagem, a mulher — que é mãe de seis filhos — cooperou com os policiais e retirou espontaneamente de sua roupa íntima um envelope contendo 80 trouxinhas de substância semelhante ao crack.
Ao ser interrogada, ela confessou estar tomando conta do local e admitiu que cada porção da droga era vendida por R$ 10. “Eu sabia que uma hora ia cair”, declarou. No entanto, se recusou a identificar quem seria o responsável pelo fornecimento do entorpecente.
Justiça concede liberdade provisória
Apesar da gravidade da infração, a mulher não permanecerá presa. O Ministério Público manifestou-se a favor da concessão de liberdade provisória, desde que fossem aplicadas medidas cautelares diversas da prisão, como determina a legislação penal.
O juiz responsável pelo caso, integrante do 3º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, considerou que não havia nos autos pedido formal de prisão preventiva — nem por parte da Polícia Civil, nem do Ministério Público — o que legalmente impede o magistrado de decretá-la de ofício.
Com isso, a suspeita responderá em liberdade, sob medidas cautelares que ainda serão especificadas pela Justiça.
Tráfico em zonas de prostituição preocupa autoridades
Casos como este não são isolados em Quixadá, onde pequenas zonas de prostituição têm sido monitoradas por forças de segurança devido ao crescente número de denúncias envolvendo tráfico de drogas e exploração sexual.
A identidade da mulher e o endereço do prostíbulo foram preservados para não expor terceiros eventualmente envolvidos e por envolver menores de idade na esfera familiar da acusada.
