Cruzeiro erguido em 1934 poderá ser revitalizado ou retirado de monólito pela Prefeitura de Quixadá

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Cruzeiro está em situação de precariedade e precisa de revitalização (foto: RC)

Região Central: Uma enquete promovida pela Prefeitura de Quixadá traz um assunto bastante delicado e que atinge mais um ponto histórico da Terra dos Monólitos, a extinção ou revitalização do cruzeiro, localizada na pedra que tem o mesmo nome, no centro, que hoje encontra-se em estado deplorável, diante do abandono do poder público.

A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo alega que o objetivo “é dividir com a população a responsabilidade de decisão do projeto que está sendo elaborado de revitalização da Pedra do Cruzeiro, que prevê várias melhorias para o local.”

Os seguidores da página no facebook podem optar pela revitalização, no caso, a cruz permanece naquele monólito, mas também poderá ser recuperada e até removida e instalada outro local acessível a todos. A administração cogita ainda colocar outra cruz moderna.

A Pedra do Cruzeiro tem 190 metros acima do nível do mar. O monólito recebeu esse nome por conta de uma cruz de concreto erguida no seu topo, no ano de 1934.

Atualmente é difícil chegar ao cruzeiro, em virtude da invasão imobiliária sem o controle do poder público, além da falta de rampa adequada. Durante a noite não há iluminação.

Local está abandonado pelo poder público e precisa de uma ação pensada na história (foto: RC)

Ao redor da cruz há dezenas de antenas, contrariando a Lei municipal 2.183/2004, que determinou a retirada das torres naquele espaço turístico.

Sem dúvida a revitalização do cruzeiro, com a retirada das antenas e a construção de acesso, aumentaria o público que lá frequenta, mas também seria uma marca para a história, enquanto qualquer pensamento de retirar o cruzeiro do monólito é algo totalmente desprezível.

Antes de 1934, o nome daquele local era chamada de “Pedra Grande da Lagoa”, quando foi construído o cruzeiro pela iniciativa do Padre Luiz, o nome foi mudado pela população.

Assista a reportagem da RC TV gravada em 2017