Coluna Amadeu Filho: Vagalume, a luz que brilhou intensamente no futebol quixadaense

vagalume

Em Horizonte, Vagalume conquistou muitos amigos, tem até uma rua com o seu   nome, ao contrário de Quixadá.

Quando alguém precisar destacar o atleta símbolo de raça, do grande amor ao clube que defende, da dedicação e jeito de guerreiro, deverá lembrar, com certeza, do maior lateral direito que já conhecemos em nosso futebol: José Pinheiro Granjeiro,  conhecido no mundo da bola como “Vagalume”. Ele personificou a figura do atleta dedicado ao clube e por isso, foi o exemplo maior de identificação com as cores da seleção de Quixadá e o time profissional do mesmo nome.

Dos laterais-direito que passaram pelo nosso futebol, foi apontado, em julgamento da própria torcida, como o melhor. Dedicação, competência vagalumeae disciplina, fizeram de Vagalume, um craque elogiado pela crônica esportiva e adorado pela massa que aplaudia de forma entusiástica suas atuações. Ao lateral direito não basta eficiência técnica, mas também um grande preparo físico e o “Moleza”, apelido colocado pela galera, não tirava o pé do acelerador (gíria esportiva), suando a camisa do primeiro ao último apito do árbitro.

Vagalume participou de jornadas gloriosas, mas foi nas disputas do “Intermunicipal-1963” que marcaria seu nome, para sempre, na galeria dos grandes craques do futebol da Terra dos Monólitos. A crônica e a torcida presentes aos jogos disputados no velho e bom Estádio Presidente Vargas, vibravam com a espetacular seleção do Sertão Central, campeã com todos os méritos e em especial com aquele lateral direito que, além da técnica, era detentor de um potente chute. Foi eleito o melhor lateral direito daquele ano no futebol cearense. O grande amor que nutria pela família o impediu de jogar em grandes clubes do estado. Na verdade, Quixadá era sua grande paixão. Foi também um excelente atleta no futebol de salão, tendo defendido os melhores clubes da cidade.

O “Moleza” teria ido muito mais longe no futebol não fosse o convite do Senhor Nóbrega (era fã do craque) para trabalhar no “Banco do Brasil”. Vagalume era filho de Francisco Chagas Granjeiro e Madalena Pinheiro. O craque casou-se em 1968 com aquela que viria a ser a sua grande companheira de todas as horas, Vera Lúcia.  E vieram os filhos que o lateral adorava: Giovanni, Gislane, Gisele e Graziele.

A partir de 1983, a família foi residir em Fortaleza com o objetivo de cuidar dos estudos dos filhos queridos.

Vagalume partiu para outras jornadas esportivas, agora ao lado de Deus, em maio de 2003, deixando saudades na família, amigos e principalmente na torcida quixadaense que não o esquece. Para ela, ele será o “eterno lateral-direito”, um símbolo do futebol quixadaense.

Em Horizonte, onde a família possuía um sítio, Vagalume conquistou muitos amigos, tem uma rua com o seu   nome. Justa homenagem! E em Quixadá a quem ele dedicou parte da sua vida, as homenagens também virão um dia? Independente disto, ele estará sempre na lembrança do torcedor. “Vê-lo jogar era pura poesia, encantamento para os olhos!” “Você não será esquecido, Moleza!”

Acessando o blog Amadeu Filho você terá a oportunidade de conhecer mais sobre a história de Quixadá.

Amadeu Filho
Colunista da RC
Radialista Profissional
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