Itatira é a única cidade do Sertão Central que ainda não informou quantas doses da Coronav já usou

Apenas a cidade de Itatira, até o último sábado (23), ainda não havia informado a quantidade de doses já utilizadas (Foto: Divulgação)

Região Central: Até o último sábado (23), o município de Itatira, no Sertão Central era o único da região que ainda não havia informado para a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o total de pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 que foi distribuída aos municípios. A informação foi confirmada pelo G1.

Desde que as doses do primeiro lote de vacinas contra o coronavírus, chegaram ao Ceará e foram distribuídas para os municípios cearenses, a Sesa faz um mapeamento diário para ter um acompanhamento das doses que já foram usadas.

Esse mapeamento é feito mediante o contato da Sesa com os municípios, e se tornou ainda mais necessário desde que o Ministério Público do Ceará (MPCE) começou a querer ter posse de informações sobre o cronograma vacinal que está sendo elaborado por cada cidade.

Das 184 cidades cearenses que receberam a vacina, 177 informaram quantas doses já foram utilizadas. Ao todo sete municípios ainda não tinham informado para a Sesa, até o último sábado (23), quantas vacinas tinham sido aplicadas. Itatira é o único do Sertão Central que elenca a lista. Os demais foram Apuiarés, Assaré, Carnaubal, Granjeiro, Mauriti Penaforte.

Até o último sábado (23), 33.689 pessoas espalhadas por todo o Estado, já tinham sido vacinadas com a primeira dose da Coronavac, o que corresponde a cerca de 14%. A maioria das doses, conforme a Sesa, foram utilizadas para imunizar trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente. 1.701 doses foram aplicadas em idosos e outras 1.108 em indígenas.

Desde que o MPCE e a Sesa começou a querer os dados dos municípios, boa parte deles teve a iniciativa de criar um vacinômetro, uma espécie de contador alimentado diariamente para informar quantas pessoas de cada município já foram vacinadas. A iniciativa não é uma cobrança legal dos órgãos de justiça ou fiscalizadores, mas sim, uma iniciativa própria dos municípios.