Não é impressão sua que tem gente gripada em todo lugar: a temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com mais intensidade em 2026. Números de um levantamento exclusivo comprovam o que, até então, parecia apenas ser uma impressão.
Segundo o Instituto Todos pela Saúde, com base em dados de diversos laboratórios do país, os casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, na comparação com o mesmo período de 2025.
Este ano, até a primeira quinzena de março, foram confirmados 3.584 casos de síndrome respiratória aguda, enquanto que no mesmo período do ano passado foram apenas 1.838 casos.
Nesse mesmo período, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, até meados de março, o Brasil registrou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave.
O estado do Ceará enfrenta um aumento no número de casos de síndromes gripais e infecções respiratórias no início de 2026, com maior concentração na Região Metropolitana de Fortaleza. Crianças de 1 a 4 anos e idosos acima de 70 anos são os grupos mais afetados.
As últimas semanas epidemiológicas (início de 2026) mostraram uma predominância de Rinovírus e aumento significativo da Influenza A. Além disso Foram confirmados pelo menos três casos da mutação K do vírus Influenza A (H3N2) entre janeiro e fevereiro de 2026, identificados em Fortaleza e Caucaia.
Para reverter esse cenário, o Ceará iniciou a vacinação contra a gripe e tem se destacado nacionalmente na imunização, com centenas de milhares de doses aplicadas até abril de 2026.
