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Sem shows por conta da pandemia, famosa banda de forró vende ônibus para poder pagar contas

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Brasas do Forró estaria atravessando momento difícil e precisou vender ônibus para levantar fundos, após período sem shows (Foto: divulgação)

Um dos maiores nomes e mais tradicional do forró cearense, a banda Brasas do Forró precisou vender um ônibus para conseguir quitar dívidas que se acumularam em função do período da pandemia. Sem a realização de shows, os proprietários da banda acabaram acumulando débitos e se desfizeram do veículo para conseguir arcar com as responsabilidades financeiras.

A informação foi publicada na manhã desta segunda-feira (15), com exclusividade, pela coluna É Hit, do jornalista João Lima Neto, do Sistema Verdes Mares. “Sem eventos, por conta de decretos no Ceará e em outros estados do Nordeste contra aglomerações, o grupo acaba de colocar um ônibus para vender”, informou a coluna.

Na opinião de especialistas e de médicos que atuam na linha de frente no combate à pandemia, as festas e eventos são um dos maiores causadores de aglomerações, fator responsável pela proliferação em larga escala da Covid-19. A restrição dessas atividades tem causado prejuízos aos empresários e proprietários de bandas, que passaram a se desfazer de bens materiais para não ter que acumular dívidas. O empresário da Brasas do Forró, Ivanilson Tavares, contou em entrevista à É Hit que já teve que vender um caminhão, um carro particular e ainda um terreno “para poder honrar com compromissos financeiros”.

A Banda Brasas do Forró é um dos mais clássicos nomes do forró cearense. A banda surgiu no início dos anos 90, e se destacou pelo estilo de vaneirão. A canção “tão pedindo vaneirão”, é uma de suas mais famosas. Mais tarde nomes de peso como o cantor Toca do Vale, viriam a compor parte da história dos Brasas, usando de um bordão emblemático: “Puxa o fole, Didi”, em referência ao criador da banda, o sanfoneiro Ivanildo Façanha. Seu último trabalho foi ainda em 2019, com o lançamento de dois videoclips que contou com a participação dos cantores Zé Cantor e Júnior Viana.

A preocupação dos empresários do ramo se agrava, já que o rendimento do Programa Nacional de Imunização (PNI), responsável pelo cronograma nacional de vacinação, é ainda considerado baixo, e com isso, a chance da volta dos grandes eventos, como São João, fica ainda mais remota. Tanto que, nos últimos dias, várias informações sobre artistas que se desfizeram de bens materiais para honorar compromissos financeiros ganharam espaço no noticiário de entretenimento, como o caso do cantor Júnior Viana que chegou a negociar cerca de 70 touros para poder levantar recursos e pagar funcionários de sua banda.

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