Repare: a paisagem está verde ao invés do tradicional cinza amarronzado que permeia o cearense após o meio do ano. Mas chuva que é bom, não tem. Na maioria dos dias, chove uma vez aqui, outra acolá.
A inconsistência das precipitações chuvosas e a irregularidade do fenômeno, quando não se confirmam as previsões e prognósticos ora positivos, é uma forte tendência de que o Ceará atravessa um período chamado de “seca verde”.
Só estudos técnicos feito por profissionais, ou mesmo o balanço do pós-período chuvoso pode dar essa certeza, mas ao menos pelo que os olhos do cearense vê, a quantidade de chuvas foi bem menor do que o esperado, impactando na quadra chuvosa. Ainda assim, a paisagem de serras está esverdeada, o que só ocorre em período de chuva farta.
O fenômeno que o fenômeno traz não é somente a ilusão aos olhos, mas compromete e provoca prejuízos na criação animal, e nas plantações. O milho, o feijão e o jerimum, por exemplo, até começam a crescer, mas param no meio do processo por conta da irregularidade de chuvas.
Para quem dá conta do gado, a seca verde também é sinônimo de prejuízo: sem água, o pasto fica mais escasso e o animal precisa se alimentar por outros meios, como a ração.
Há algumas semanas o Revista Central mostrou que as precipitações chuvosas em três dos quatro meses da quadra chuvosa, foi abaixo da média na região do Sertão Central. Essa tendência se manteve durante o mês de maio, que registrou chuvas também abaixo do esperado. O balanço oficial só deve ser divulgado pela Funceme em junho.
