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Psicólogos alertam sobre o perigo do uso excessivo de celular em crianças durante as férias

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Superesposição às telas pode trazer riscos à saúde mental, (Foto: Boasaude Inc)

Se por um lado as férias costumam ser motivo de descanso e alívio, por outro, é um sinônimo de preocupação entre os pais, porque neste período crianças e adolescentes passam mais tempo diante de telefones, tablets e computadores. Já se sabe que o uso em excesso de telas é prejudicial à saúde física e mental, mas como tirar os pequenos desses aparelhos ainda é um grande desafio.

De acordo com a psiquiatra da Infância e da Adolescência do HSM, Letícia Coelho Cavalcante, s do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), é muito importante evitar a exposição exagerada às tecnologias. “Alguns estudos sugerem associações entre o aumento do contato com as telas e o surgimento de sintomas relacionados à saúde mental. O prejuízo é iniciado em virtude do expressivo tempo dedicado à frente dos dispositivos, prática capaz de alterar o humor e comprometer as atividades escolares e sociais”, esclarece.

Conforme a especialista, já é possível listar alguns comprometimentos causados pelo uso excessivo de celulares, tablets, computadores, videogames e televisões pelas crianças. “Temos observado sintomas como irritabilidade, ansiedade, depressão, déficit de atenção e hiperatividade, alterações do sono, mudanças alimentares, dependência digital, uso problemático das mídias interativas, sedentarismo, baixa autoestima, prejuízo escolar e bullying”, destaca.

Qual é o tempo ideal?

Até o segundo ano de vida, os pequenos devem ser mantidos distantes das telas. Entre dois e cinco anos de idade, a utilização dos dispositivos deve ocorrer, mediante supervisão, durante o prazo máximo de uma hora diária. Já em relação às crianças entre seis e dez anos, o tempo dedicado às telas e aos jogos de videogame não deve ultrapassar 2 horas por dia. Para as crianças maiores, a exposição deve ser de, no máximo, 3 horas. E em todos os casos é necessária a desconexão de qualquer exposição pelo menos uma hora antes de dormir.

Distrair os pequenos e afastá-los das telas é um grande desafio para os pais durante as férias escolares (Foto: Milena Fernandes)

Alternativas

A médica reforça que é importante estimular estratégias que garantam a manutenção da saúde mental. “A redução do contato tecnológico deve acontecer de maneira saudável. Se necessário, não hesite em buscar a ajuda de um especialista, que pode ser um(a) psiquiatra ou um(a) psicólogo(a)”, orienta.

Com a chegada das férias, as orientações incluem o estabelecimento de regras saudáveis, a começar pela busca por atividades esportivas ao ar livre, além do acesso a brincadeiras educativas e à leitura.

A psicóloga reforça que é importante aproveitar o tempo livre para incentivar novas habilidades das crianças. Vale convidá-las para testar receitas culinárias, mudar a decoração da casa, criar uma oficina de arte com a participação da família, visitar amigos e conhecer pontos culturais da cidade gratuitos, como bibliotecas e museus, além de parques e praias.

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