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Criança de três anos foi torturada e morta pelo pai que é advogado e se negava pagar pensão

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O caso da criança de três anos morta pelo próprio pai em Palmas, capital do Tocantins, revela a frieza do perfil do assassino da criança: o corpo do garoto foi encontrado com marcas de aressões e segundo a Polícia, o pai tentou simular um afogamento para evitar ser investigado. A morte aconteceu no início da semana e desde então tem gerado uma onda de revolta e indgnação nas redes sociais.

Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto na segunda-feira (3). Igor Gustavo de Sousa, pai da criança, disse à Polícia que no domingo Gustavo Veloso havia se afogado, mas ele conseguiu retirar o filho da piscina. A criança dormiu mas na manhã do dia seguinte foi encontrada pelo pai gelada e sem sinais vitais. Apesar de constatar ainda pela manhã que o filho estava morto, Igor só acionou a Polícia no final da tarde de segunda.

O suspeito ficava nos fins de semana a cada 15 dias com o filho porque era separado de Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo. Segundo Sabrina o ex-companheiro, que é advogado, evitava pagar pensão alimentícia e por isso os dois mantinham uma relação de conflito.

Ela chegou a revelar em depoimento que o filho sempre voltava para casa com manchas pelo corpo após os fins de semana que passava com o pai. As investigações apontaram que desde 2024 Gustavo Veloso era agredido, mas Sabrina era ameaçada pelo ex-companheiro e temia ser acusada de alienação parental, por isso insistia em mandar o filho para ficar com o pai.

O laudo pericial apontou que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. A criança sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões pela face e laceração intestinal.

Na última quarta-feira (5) Igor Gustavo e a atual namorada foram presos. Os dois foram presos e devem responder, inicialmente, por homicídio duplamente qualificado e tortura. Há ainda suspeitas de violência sexual e se isso for comprovado, as penas podem aumentar. Igor teve o registro de advogado suspeito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tocantins. A defesa dele e da namorada alegam inocência.

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