Região Central: Um laudo de peritos da Polícia Federal confirmou a autenticidade das assinaturas atribuídas à vereadora de Quixadá, Monica Maria Bezerra Borges Pelegrine (PT), referentes à sua filiação ao partido Patriota/Partido Renovação Democrática – PRD. O exame grafoscópico concluiu que ambas as assinaturas foram feitas pela própria vereadora, contrariando suspeitas de falsificação praticado pelo presidente da agremiação partidária. A vereadora nega que sejam suas as assinaturas.
A análise técnica foi realizada por peritos criminais federais e integra os autos do Inquérito Policial, instaurado pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará. O objetivo era verificar se os documentos —ficha de filiação e requerimento de desfiliação — teriam sido adulterados.
De acordo com o Laudo nº 229/2025-SETEC/SR/PF/CE, em que o Revista Central teve acesso com exclusividade, os grafismos presentes nos documentos questionados demonstraram “prevalência de convergências grafoscópicas” com o padrão gráfico fornecido por Monica Pelegrine. As assinaturas apresentaram semelhanças em traçado, pressão, dinamismo e forma das letras, o que levou os peritos à conclusão de que todas as assinaturas partiram do mesmo punho.
O laudo também descartou adulterações nos documentos, como rasuras ou montagens, e confirmou a autenticidade material do selo extrajudicial de reconhecimento de firma presente em um dos formulários. “De acordo com o exposto na alínea III.2.3, os lançamentos em nome de Mônica Maria Bezerra Borges Pelegrine, constantes nos documentos descritos em I.1.1 e I.1.2, foram considerados autênticos frente os padrões gráficos. O selo de autenticidade aposto no documento descrito em I.1.1 é materialmente autêntico.” Assinam dois peritos da Polícia federal.
Eles finalizam o laudo técnico: “Os elementos congruentes suportam fortemente a hipótese que os lançamentos foram produzidos pelo mesmo punho escritor. As assinaturas incriminadas foram determinadas, portanto, assinaturas autênticas”.
Monica Pelegrine, vereadora eleita vereadora pelo PT, afirma ser vítima de perseguição política de gênero.
Entenda o caso
Monica Pelegrine registrou a sua candidatura pelo Partido dos trabalhadores em 2024, para concorrer ao cargo de vereadora. A coligação “Pra Quixadá Continuar Avançando” impugnou o registro sob a argumentação de que ela também é filiada ao Partido Renovação Democrática – PRD, tendo assim, dupla filiação.
Inicialmente ela teve o registro de candidatura deferido por liminar, em seguida, o juiz da 6ª Zona Eleitoral revogou por sentença sob a fundamentação de ter a vereadora dupla filiação. Pelerine conseguiu uma liminar no Tribunal Regional Eleitoral.
O caso está tramitando na Justiça Eleitoral e com o laudo da perícia federal, a situação política da Câmara Municipal de Quixadá poderá sofrer mudança, no entanto, a disputa judicial deverá ser longa entre as partes.
Segue abaixo a conclusão do laudo da Polícia Federal:

