Uma operação policial cumpriu mandados de busca e prisão em uma residência em Chorozinho, a 68 km de Fortaleza, onde funcionava um esquema de venda de TV pirata e lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas. Segundo o delegado Felipe Ribeiro, do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, o local abrigava duas grandes estruturas de mineração de criptoativos usadas para ocultar valores obtidos com a pirataria digital.
Além das fraudes, o proprietário do imóvel também é investigado por furto de energia, já que as máquinas consumiam grande quantidade elétrica. O delegado reforçou os riscos do serviço clandestino: “Pirataria é crime. Mais de 7 milhões de famílias utilizam esse tipo de serviço sem saber dos perigos, como vazamento de dados e instalação de vírus.”
A investigação apontou que os envolvidos atuavam como se fossem uma empresa formal de TV por assinatura, oferecendo acesso ilegal a canais, filmes e séries. A captação de clientes ocorria por sites hospedados em plataformas como Wix e Hostinger, além de redes sociais, grupos de WhatsApp e canais no Telegram. Os pagamentos eram recebidos por meio de sistemas on-line e, principalmente, via Pix.
O esquema também utilizava “laranjas” para movimentar o dinheiro e esconder os verdadeiros responsáveis. Após a quebra de sigilos bancário, fiscal e digital, foi identificada uma movimentação financeira significativa ligada à pirataria.
Em nota, a Hostinger informou estar ciente do caso e afirmou que segue sua política de tolerância zero a atividades ilegais, podendo suspender serviços, bloquear acessos e colaborar com autoridades sempre que necessário.
