Fiscais interditaram, nesta sexta-feira (15), uma distribuidora de medicamentos em Fortaleza suspeita de integrar uma rede de distribuição e venda de versões falsificadas do imunoterápico Keytruda, usado no tratamento de diversos tipos de câncer.
A ação foi realizada em conjunto pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), Secretaria da Saúde do Estado, Vigilância Sanitária municipal e Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), com apoio policial.
O Keytruda, cujo princípio ativo é o pembrolizumabe, é um medicamento de alto custo indicado para tratar melanoma, câncer de pulmão, de cabeça e pescoço, esofágico, linfoma de Hodgkin clássico, entre outros.
A operação teve início após denúncias apontarem que a distribuidora, apesar de regularizada, estaria fornecendo o medicamento falsificado para hospitais e clínicas. No primeiro momento, os fiscais foram impedidos de entrar no local por um funcionário, o que resultou na interdição da empresa. A Polícia Civil e a Polícia Federal foram acionadas, e a Justiça expediu mandado para permitir o acesso às dependências, cumprido por volta de 5h40.
No interior do estabelecimento, foram encontradas caixas de medicamentos sem registro no Brasil, com rótulos em inglês, incluindo o Keytruda, o que levanta a suspeita de falsificação internacional. Também foram localizadas notas fiscais que indicam a venda dos produtos e outros medicamentos biológicos não registrados no país.
De acordo com a legislação, o registro sanitário é essencial para assegurar a eficácia e a segurança dos medicamentos, confirmando que passaram por testes e controles adequados. Sem o registro, não há garantias sobre a procedência, condições de fabricação ou composição do produto.
