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Mais três açudes atingem cota máxima e Ceará chega a 14 reservatórios sangrando

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Açudes ganharam recargas com chuvas das últimas horas e três passaram a sangrar (Foto: Cogerh)

Doze dos 157 açudes monitorados pela Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) 14 atingiram a capacidade máxima e se encontram vertendo (sangrando). As informações são do mais recente boletim da Cogerh, atualizado no início da noite desta quinta-feira (16).

Os reservatório Aracoiaba, situado na cidade de mesmo nome; Gameleira, em Itapipoca; e São Vicente, em Santana do Acaraú, foram os três últimos a sangrar nas últimas 24 horas. Antes, já estavam sangrando: Acarape do Meio, Cachoeira, Germinal, Itapajé, Junco, Quandú, Rosário, Tijuquinha e Valério.

Bacias como a do Coreaú (72,9%), Acaraú (66,4%) e Metropolitanas (62,4%) contrastam com as regiões hidrográficas do Banabuiú (9,5%) e Sertões de Crateús (12,9%). “Isso decorre de uma das principais características do nosso regime de chuvas, a irregularidade no tempo e no espaço. Ou seja, nossas chuvas não são homogêneas no território nem constantes.

As fortes chuvas registradas nesta semana na região Sul do estado fizeram o Rio Salgado correr com intensidade, levando bons volumes ao Castanhão, maior reservatório do Ceará. Contudo, a distribuição dessas águas no território é irregular, o que significa dizer que algumas regiões hidrográficas ainda inspiram cuidados.

Segundo Farias, as primeiras chuvas – sejam as de pré-estação, ou as caídas no início da estação, têm papel importante, embora não assegurem aportes significativos. “São essas primeiras chuvas que vão encharcar o solo e encher os pequenos barramentos. Com a continuidade das chuvas é que teremos recargas significativas nos reservatórios maiores”, explica.

O gestor ainda alerta para as condições dos grandes reservatórios, considerados estratégicos. “Dos quatro maiores reservatórios do Estado, apenas o Araras, na Bacia do Acaraú, encontra-se em situação bastante confortável, com 72,6% da sua capacidade. Em seguida temos o Orós, com 46,4%, o Castanhão com 19,8% e, mais preocupante, o Banabuiú, com apenas 9%”, detalha.

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