Lar Policial Homem é condenado por usar nome de facção para ameaçar ex-governadora Izolda Cela
PolicialÚltimas notícias

Homem é condenado por usar nome de facção para ameaçar ex-governadora Izolda Cela

397
Homem é condenado por usar nome de facção para ameaçar ex-governadora Izolda Cela. Foto: divulgação

A Justiça Eleitoral sentenciou Kevin Henrique Lopes Cavalcante, de 28 anos, a oito anos e quatro meses de reclusão em regime fechado por envolvimento em crimes de coação eleitoral e participação em organização criminosa. A decisão é do juiz André Teixeira Gurgel e está relacionada a ameaças feitas contra a ex-governadora do Ceará, Izolda Cela (PSB), durante a campanha eleitoral de 2024, quando ela disputava a Prefeitura de Sobral.

A condenação foi fundamentada em uma série de provas que ligam Kevin a ações coordenadas de intimidação política. Em um dos episódios mais graves, o réu publicou em suas redes sociais uma imagem de arma de fogo acompanhada da legenda “bala na Isolda”, em um contexto de violência crescente contra apoiadores da então candidata, inclusive com ataques por meio de rojões em áreas dominadas por facções criminosas.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, o objetivo das ameaças era pressionar campanhas e eleitores, além de extorquir dinheiro em benefício do Comando Vermelho, facção da qual Kevin seria integrante ativo. As investigações, iniciadas em agosto de 2024, culminaram na prisão do acusado em 2 de setembro do mesmo ano. O conteúdo apreendido em seu celular revelou troca de mensagens com membros da facção, exibição de armamentos e articulações para influenciar o pleito municipal.

Durante a instrução do processo, realizada em abril deste ano, a Defensoria Pública da União tentou desqualificar as acusações, alegando ausência de provas e que a ameaça não deveria ser considerada séria. O juiz, contudo, refutou a tese e ressaltou que o material apresentado era “robusto e inequívoco”. Depoimentos colhidos durante o processo também confirmaram a participação de Kevin em um núcleo da facção voltado à interferência no processo eleitoral.

Em sua decisão, o magistrado enfatizou que os atos não se limitaram a discursos agressivos, mas integraram um plano sistemático para corromper a democracia por meio do medo. “Não se trata de mera retórica violenta, mas de um plano estruturado para subverter o processo democrático”, concluiu o juiz.

Artigos relacionados

PolíticaÚltimas notícias

Homem acusado de atacar ex-companheira com facadas e decepar orelha será julgado em Fortaleza

O homem acusado de tentar matar a ex-companheira com dezenas de golpes...

QuixadáÚltimas notícias

Quixadá abre Quixadá Verde 2026 e recebe mais de 100 pilotos de voo livre do Brasil e do exterior

Quixadá: Este município dá início neste sábado (20) a mais uma edição...

PolicialQuixeramobimÚltimas notícias

Suspeito de matar campeão de vaquejada em Quixeramobim segue foragido já há 10 dias

Quixeramobim: O principal suspeito de matar o vaqueiro Francisco Eudazio Lira Soares,...

Sertão CentralÚltimas notícias

Milhã vai ter abastecimento de água gerenciado pela Cagece

Região Central: A partir do dia 1º de julho, a Companhia de...