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Há 50 anos, maior enchente da história de Quixeramobim deixava a cidade inundada

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Centro da cidade: águas chegaram quase ao teto das casas (Fotos: Museu da Fotografia de Quixeramobim)

Quixeramobim: O cearense que assiste hoje às enchentes que assolam e devastam o território gaúcho, passaram por uma situação semelhante 50 anos atrás. No dia primeiro de maio de 1974 a barragem do Quixeramobim registrou sua maior cheia de todos os tempos, provocando o alagamento de vários bairros de diferentes pontos da cidade.

De acordo com recortes históricos da época, diferente de uma das versões que se disseminaram, a barragem não arrombou. A água que estavam acumulada na montante do açude, lavou por cima da parede, depois de um grande acúmulo provocado pelo arrombamento do açude Teotônio, localizado na comunidade de Cajazeiras, no então Distrito de Madalena.

NO Centro da Cidade, ruas tomadas pela água.

Cenas registradas na época mostram o cenário de caos que se instalou em Quixeramobim. Diversas ruas foram alagadas. Comércios foram tomados pelo nível da água que invadiu as vias e bairros. Em alguns pontos, o deslocamento para outros bairros ficou impossível, deixando moradores ilhados. Fotografias feitas no dia da enchente mostra que em algumas ruas, a água quase chegou ao teto das casas. Na ponte metálica a água por pouco não chegou ao seu piso.

Hoje, graças aos estudos avançados da engenharia e a política de segurança de barragens por parte da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), é muito difícil que um cenário como esse ocorra, mas não seria de todo impossível. A natureza possui uma força descomunal e, quando desafiada, torna-se destruidoramente avassaladora, tal como ocorre no Rio Grande do Sul, num cenário lastimável de mortes e desabrigados.

A água, por pouco, não “lavou por cima” da ponte metálica

No passado, quando o estudo sobre as estruturas de açudes e barragens ainda era pouco e o investimento do Governo na construção segura e confiável destas obras era praticamente nulo, o cenário vivido pelo cearense era de medo constante sempre que o inverno era mais generoso. Capa do Jornal do Brasil no dia primeiro de abril de 1960 mostra o temor vivido pelo município de Banabuiú, mediante o risco do arrombamento do açude naquele ano. Um mês antes, o açude Orós, o segundo maior do Ceará, já tinha arormbado.

Essa semana a população de Quixeramobim lembrou o meio século de história que a maior enchente de todos os tempos, deixou marcada na vida dos moradores. Uma esposição com os registros em fotos daquele dia, foi aberta para a população no Museu de Fotografia de Quixeramobim. A exposição foi realizada na sede da Defesa Civil.

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