O céu de Fortaleza e várias regiões do Ceará estavam encobertos por uma camada de fumaça na quinta-feira (4). A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) informou que o fenômeno está relacionado a queimadas registradas nos biomas Cerrado e Amazônia, além de focos na África, cujas partículas chegam ao Nordeste pela ação dos ventos.
Segundo a Funceme, entre o fim de agosto e o início de setembro é comum o aumento de queimadas para preparo do solo em áreas agrícolas do Centro-Oeste e Norte do Brasil. A intensidade, a persistência das queimadas e a circulação dos ventos influenciam diretamente na concentração e permanência da fumaça na atmosfera.
O fenômeno foi identificado em toda a faixa litorânea do Nordeste e em todas as macrorregiões do Ceará, com maior incidência do centro para o norte do Estado. A chegada de material particulado vindo da África ocorre devido aos ventos alísios que cruzam o Atlântico.
Nos últimos dias também foi observado aumento da fumaça em diferentes regiões da América do Sul, em razão da intensificação das queimadas no Brasil e em países vizinhos. Essa combinação reforça a presença do fenômeno no território cearense.
Além da percepção a olho nu, os satélites meteorológicos registram a ocorrência por meio de canais de imagem no infravermelho e no vapor d’água. A tonalidade acinzentada, quando presente sobretudo no início da manhã e no fim da tarde, pode anteceder nascer e pôr do sol com cores amareladas e alaranjadas.
