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Escola Abraão Baquit, de Quixadá, distribui almoço, suco e sobremesa a alunos que fizeram Enem

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Refeições eram entregues por professores da escola nos locais de prova (Fotos: Emília Parente/arquivo pessoal)

Quixadá: Buscando garantir condições ideais para o bom desempenho dos alunos, a escola Abraão Baquit, deste Município, serviu 200 refeições para os estudantes matriculados na unidade, que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A gestão da escola garante: foi a única de Quixadá a realizar a iniciativa.

O alimento estava condicionado em embalagens térmicas. Além do almoço completo, foram servidos ainda suco e até fruta como sobremesa. Emília Parente, diretora da Abraão Baquit e autora da ideia, explica que o foco estava no acolhimento ao aluno, considerando suas dificuldades particulares e logística.

200 refeições foram servidas aos alunos nos dois domingos de Enem

“Temos alunos que saem de casa às sete da manhã e chegam após às sete da noite, e alguns que, apesar do Pé de Meia, ainda carecem de alguns insumos, como o alimento e a água. Então, considerando os nossos alunos, pensamos existir essa demanda, de um público que precisava dessa refeição completa, e decidimos ofertar o almoço”, explica.

Emília Parente acredita que, uma vez bem alimentado, o aluno terá chances de um melhor desempenho durante a prova. “A finalidade é dar total condição para ele fazer a prova de forma mais confortável e confiante. Sabemos que o Enem é uma grande porta para muitas oportunidades, e temos certeza que um aluno bem alimentado, [terá chances de] ter um desempenho melhor na prova”, reflete.

A diretora explica que a ação só foi possível graças a “um trabalho feito por muitas mãos”, mobilizando desde a equipe da cozinha, que preparou a refeição nos dois domingos de Enem, até os professores, que entregavam as quentinhas em carros, percorrendo todos os locais de prova de Quixadá onde os alunos matriculados na escola fariam a prova do Enem.

Além do almoço completo, alunos ainda ganhavam suco e fruta como sobremesa

Emília Parente explica que o alimento usado foi o mesmo da merenda escolar, a partir de um cálculo que assegurasse não faltar comida para ser servida até o final do ano letivo. A educadora afirma que a Abraão Baquit foi a única a promover a iniciativa, mas vê a ideia como um ponto de partida para uma ação plural, envolvendo mais escolas nos próximos anos.

“A comida é uma demonstração de afeto e acolhimento, nós da escola Abraão Baquit acreditamos que a prática deve ser replicada como um parâmetro, de modo a garantir um acolhimento diferenciado, e que o aluno ele se sinta capaz, sendo bem acolhido”. Se pudesse resumir a ação em uma única frase, Emília, que lida com textos e letras na Abraão Baquit já há 12 anos, seria breve: “foi muito emocionante!”.

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