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Em meio a escassez, população tem acesso a água a cada quatro dias em Quixeramobim e Boa Viagem

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Abastecimento ocorre com caminhão-pipa em cidades do interior do Ceará — Foto: Catarina Costa/G1

A população de Quixeramobim e Boa Viagem, no interior do Ceará, voltou a enfrentar escassez e racionamento de água no segundo semestre deste ano. Os moradores têm água a cada quatro dias, distribuída pelos Serviços Autônomos de Água e Esgoto (Saae).

A crise voltou a ocorrer depois de dois anos com abastecimento regular, e o chega à população por meio dos caminhões-pipa, serviço financiado pelas prefeituras.

Em Quixeramobim 35 mil moradores consomem água tratada e fornecida pelos Saae. O rodízio é feito nos cinco bairros da cidade. A água só chega às torneiras de quatro em quatro dias. Os açudes locais secaram, e a alternativa foi trazer água do açude Pedras Brancas, em Banabuiú (que também abastece a sede urbana de Quixadá), por meio de uma Adutora de Montagem Rápida, distante 60 km.

A água transferida do açude Pedras Brancas não atende à demanda de Quixeramobim e de Quixadá. Segundo técnicos do Saae, o bombeamento não é suficiente para essas cidades.

No município de Boa Viagem, pelo menos 15 mil famílias sofrem com a escassez de água no sistema local de abastecimento. O quadro é considerado um dos mais graves. O açude Vieirão permanece seco. O Governo implantou uma adutora emergencial a partir do açude Umari, em Madalena, a 40km.

Gastos com água
Os moradores acordam cedo e vão retirar água dos chafarizes. Outros compram água de caminhões particulares.

“A gente gasta R$ 32 para encher a caixa-d’água. Antes do açude Vieirão secar de vez, há cinco anos, a conta era menos da metade. A gente esperava que quando a adutora do Umari começasse a funcionar, em dezembro do ano passado, esse problema acabasse, mas o que está acabando mesmo é o dinheiro da aposentadoria”, reclama a moradora do bairro periférico, Mazinha Soares Torres, 66 anos.

Antes de as adutoras começarem a funcionar, a de Quixeramobim, em junho de 2016, e a de Boa Viagem, em dezembro de 2017, as alternativas eram os poços profundos e chafarizes. Quem tinha mais recursos comprava a água de particulares. Alguns chegavam a cobrar até R$ 500 pela carga de seis mil litros.

Conteúdo: G1

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