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Da ascenção da mamona à queda: como e por que a usina da petrobras em Quixadá fechou?

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Quixadá: A usina de biodiesel da Petrobrás (PBio, como é conhecida entre investidores do mercado) em Quixadá, foi inaugurada em agosto de 2008. Naquela época o investimento na mamona, uma famosa oleaginosa utilizada no composto do biodiesel, atraía os olhares de economistas e empresários do agro que focavam na produção de combustível verde.

De carona no movimento econômico que crescia no país, o presidente Lula, que estava em sua segunda gestão assessorado por informações estratégicas da região, tinha planos de movimentar o distrito de Juatama, onde a Usina está instalada, gerando emprego, renda e movimentando a economia local através do incentivo à plantação de mamona para posterior venda do composto.

A unidade gerava cerca de 200 empregos diretos e beneficiava mais de 30 mil agricultores familiares, além de piscicultores e catadores de resíduos, promovendo inclusão social e desenvolvimento sustentável. Mas para o volume que usina se destinava a produzir, esse quantitativo de produtores que forneciam matéria-prima ainda era pequeno. E além disso, os que lá existiam sequer eram especializados no plantio da mamona.

O resultado foi um fiasco: elevação nos preços porque a Petrobrás se viu obrigada a comprar mamona de fora. Além disso, notas técnicas da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) chegaram a mstrar que a qualidade do biocombustível produzido não atendia as especificações técnicas. O resultado foi uma sucessiva queda na força do projeto até que em 2016 a estatal anunciou que encerraria as operações na unidade de Quixadá.

Desativada desde então, a usina de Quixadá foi alvo de várias especulações no período em que esteve fechada. Enttre 2021 e 2022 um grupo de investidores internacional pretendia comprar a planta, mas a ideia não vingou. No início de 2025 um movimento sindical foi lançado, liderado pelo Federação Única dos Petroleiros (FUP), uma espécie de movimento sindical de trabalhadores do setor, com medidas favoráveis à reativação da Usina, solicitando que o Governo Federal adotasse medidas favoráveis a este cenário.

Em 2923 a Petrobras chegou a detalhar ao jornal O Povo que para mantér o prédio gastava, naquele ano, cerca de R$ 2,5 milhões, “incluindo pessoal e demais custos envolvidos”. O jornal apurou uma pergunta que todos que passam pelo distrito de Juatama e se deparam com a usna fechada se fazem: quantas pessoas ainda trabalhavam lá? “Apenas uma funcionária (coordenava) os trabalhos de manutenção dos equipamentos, com auxílio de 23 terceirizados”.

A luz da esperança se acende novamente. Nesta sexta-feira (20), durante durante evento na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, cidade de Minas Gerais, a presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que a usina de Quixadá será reativada. Sobre o prazo exato para a reabertura da usina, ainda não existe. A empresa disse em nota que “vem passando por reavaliações econômicas, motivadas principalmente pelo aumento da disponibilidade de matérias-primas na região” e que sua retomada “encontra-se em fase preliminar de estudos técnicos”.

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