Lar Quixadá Conheça a história do Chalé da Pedra, obra cultural restaurada pela Prefeitura de Quixadá
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Conheça a história do Chalé da Pedra, obra cultural restaurada pela Prefeitura de Quixadá

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Chalé da Pedra, obra cultural tombada em 2007 (Foto: IBGE)

Quixadá: Entregue totalmente restaurado mediante uma ação da Prefeitura de Quixadá na última semana, o Memorial Rachel e Queiroz guarda um capítulo curioso da história do município. Ali, funcionou uma loja maçônica quando a Maçonaria era proibida no Brasil e chegou a pertencer a um bancário, até passar a ser de responsabilidade municipal.

Conforme o livro Retalhos da História de Quixadá, do escrito João Eudes Costa, o Chalé foi construído por ordem de Fausto Cândido de Alencar, dono das terras, no ano de 1919. A casa foi pensada em cima da pedra porque, naquele tempo, devido a um represamento de água que havia ali, fazia com que a região onde fica a Praça da Cultura ficasse completamente inundada.

Depois de sua construção, a casa teve diversos usos. Nos anos de 1930, funcionou a Loja Maçônica de Quixadá. No período, o presidente Getúlio Vargas havia baixado um decreto que proibia a Maçonaria no país, logo, a Loja em Quixadá no Chalé funcionava em segredo.

A partir da instalação de uma agência do Banco do Brasil, em 1943, o chalé passou a ser residência dos bancários. Um desses, Petrônio Cordeiro Campos, que morou por quase vinte anos, comprou o imóvel dos herdeiros de Fausto Alencar, mantendo a propriedade consigo até sua morte.

Com a morte de Petrônio Campos, seus herdeiros venderam o chalé para a prefeitura, no mandato de Aziz Okka Baquit, embora o pagamento só tenha sido feito na primeira gestão de Ilário Marques (1993-1996).

Em fevereiro de 2007 o Chalé foi tombado como patrimônio histórico de Quixadá, através do Conselho Municipal Histórico, Cultura e Ambiental. Na época uma equipe da Prefeitura de Quixadá foi ao Rio de Janeiro, onde fez levantamento dos pertences da escritora Rachel de Queiroz, disponibilizados pela família. Ali estão objetos pessoais da escritora, algumas edições dos seus romances, além da reprodução do cenário da fazenda Não me Deixes, local onde a escritora morava quando estava em Quixadá.

Na última semana, o equipamento foi restaurado e conta com uma nova expografia. A restauração preserva e valoriza a originalidade do espaço, homenageando a memória da escritora Rachel de Queiroz. A nova expografia foi cuidadosamente planejada para manter a autenticidade do local, proporcionando aos visitantes uma experiência enriquecedora e educativa.

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