Região Central: A dor da família do estudante Charleandro Gomes da Silva ganhou novos contornos de sofrimento nesta terça-feira, 19, em Quixadá. Além da perda irreparável do jovem de apenas 16 anos, morto após ser atacado com golpes de estilete por um colega dentro da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Coronel Virgílio Távora, familiares ainda enfrentam horas de angústia para conseguir a liberação do corpo.
Charleandro faleceu por volta das 9h da manhã no Hospital Regional do Sertão Central, onde estava internado desde o ataque ocorrido dentro da unidade escolar. O adolescente havia ido à escola em busca de aprendizado, sonhos e um futuro melhor, mas teve a vida interrompida de forma brutal durante o intervalo das aulas.
Segundo informações confirmadas pela família ao Revista Central, o corpo do estudante somente foi liberado pelo hospital por volta das 20h desta terça-feira, aumentando ainda mais o sofrimento dos parentes e amigos que aguardavam notícias.
A situação se tornou ainda mais dolorosa porque o Instituto Médico Legal (IML) de Quixeramobim informou que a entrega do corpo à mãe do jovem ocorrerá apenas a partir das 9h desta quarta-feira, 20, praticamente 24 horas após a confirmação da morte.
Sem condições financeiras e emocionalmente abalados, os familiares vivem um verdadeiro calvário enquanto a comunidade do distrito de Tapuiará aguarda a chegada do corpo para o velório e despedida do adolescente.
A demora revolta moradores, amigos e pessoas que acompanham o caso. Em meio à comoção, familiares cobram mais sensibilidade e humanidade diante da tragédia. “A mãe entregou o filho vivo na escola e o Estado devolverá apenas o corpo”, lamentou.
O caso segue causando forte repercussão em Quixadá e em toda a região do Sertão Central, reacendendo debates sobre segurança no ambiente escolar, assistência às famílias vítimas de violência e o tratamento dado aos familiares em momentos de extrema dor.
