O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, formalizou nesta sexta-feira (18) sua desfiliação do PDT, sigla pelo qual estava filiado há 10 anos. A decisão foi comunicada ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, por meio de uma carta entregue pessoalmente em Brasília.
Segundo aliados, a saída de Ciro era questão de tempo, diante do aprofundamento da aliança do PDT com o governo do petista Elmano de Freitas, em Fortaleza. O ex-ministro tem sido um dos principais críticos da aproximação entre pedetistas e o PT no estado, onde construiu sua base política nas últimas décadas.
“A notícia de sua saída preocupa e entristece. Poderia recorrer à velha frase: ‘ninguém é maior do que o partido’. É verdade. Mas também é verdade que Ciro é parte da história, da consciência do presente e do sonho de um futuro trabalhista”, declarou Antonio Neto, vice-presidente nacional do PDT e dirigente da sigla em São Paulo.
Ciro, que concorrer à Presidência da República em quatro eleições, ainda não definiu seu próximo destino político. A expectativa é que ele tome uma decisão nas próximas semanas e deve concorrer ao governo do Ceará pelo PSDB.
O rompimento reforça a distância entre Ciro e o grupo petista no Ceará. Desde 2022, quando lançou Roberto Cláudio para disputar o Governo do Estado contra o candidato apoiado por Camilo Santana e Lula, o pedetista vinha intensificando críticas ao PT e se posicionando como voz de oposição.
Nos últimos meses, Ciro também passou a ser elogiado por parlamentares da direita, como o deputado André Fernandes (PL-CE), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o classificou como “inteligente e corajoso”.
