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Enfermeira é condenada a 28 anos de prisão por matar amante com injeção letal

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Enfermeira é condenada a 28 anos de prisão por matar amante com injeção letal. Foto: divulgação

Após quase oito anos de mistério e investigação, um dos crimes mais impactantes do setor hospitalar cearense teve seu desfecho nesta quinta-feira (29). A enfermeira Nara Priscila Carneiro foi condenada a 28 anos de prisão por homicídio qualificado, ao ser considerada culpada pela morte do colega de trabalho e amante, Ramam Cavalcante Dantas, assassinado com uma injeção letal dentro de um hospital particular no Centro de Fortaleza.

O crime ocorreu em 10 de julho de 2017, no ambiente silencioso da Unidade de Cuidados Especiais (UCE), onde ambos trabalhavam. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), Nara e Ramam mantinham um relacionamento extraconjugal havia quase dois anos. Na época, Nara estava grávida e temia que a paternidade assumida por Ramam colocasse em risco seu casamento de mais de uma década.

A decisão de levá-la a júri popular foi tomada em abril de 2024, após longo processo de apuração. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza acolheu as teses da acusação, que apontaram premeditação, uso de meio cruel e motivo torpe.

Investigação revelou acesso exclusivo a medicamento letal

As investigações revelaram detalhes perturbadores. Ramam foi encontrado morto em uma sala trancada cuja chave era de uso exclusivo de Nara, então chefe da emergência. Imagens de câmeras internas mostraram que apenas ela e a vítima entraram na sala naquela tarde. Somente Nara saiu.

Além disso, análises forenses encontraram DNA feminino no frasco de cloreto de potássio — a substância que causou a parada cardíaca de Ramam. Inicialmente, a hipótese de suicídio foi considerada, mas caiu por terra com o avanço da perícia e os depoimentos de testemunhas.

Motivação: gravidez e segredo

De acordo com os autos, Ramam demonstrava interesse em reconhecer a criança, enquanto Nara buscava preservar sua vida conjugal. O temor de que a revelação da paternidade destruísse sua família teria motivado o assassinato. O promotor do caso classificou o crime como “um ato frio e calculado, cometido por quem usou do conhecimento técnico da profissão para matar e esconder a verdade”.

Nara Priscila Carneiro seguirá presa e deverá cumprir a pena em regime fechado. Ainda cabe recurso da sentença.

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