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Ritual fúnebre do papa Francisco no Vaticano vai durar nove dias; saiba o que vai acontecer

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O papa Francisco durante orações no Vaticano (Foto: Vatican News/Divulgação)

O Vaticano deu início nesta segunda-feira (21) ao protocolo que marca a transição de liderança na Igreja Católica após a morte do papa Francisco, aos 88 anos. A morte do pontífice foi constatada às 2h35 (horário de Brasília), conforme determina a nova versão do Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, atualizada em 2024 com a anuência do próprio Francisco.

A partir de agora, caberá ao camerlengo, cardeal Kevin Joseph Farrell, coordenar os procedimentos da Sé Apostólica durante o chamado período de sede vacante – o intervalo entre a morte de um papa e a eleição do sucessor. Farrell, nomeado pelo próprio Francisco em 2019, lidera o Colégio Cardinalício nas tarefas de governo temporário do Vaticano e na organização do conclave, que escolherá o novo líder da Igreja.

Entre os primeiros atos do camerlengo estão a verificação oficial da morte e o lacre do quarto e do escritório usados pelo papa. Em seguida, são notificadas as autoridades eclesiásticas ao redor do mundo, além de chefes de Estado. Nos próximos dias, os cardeais se reunirão em sessões preparatórias para o conclave.

O funeral do papa Francisco seguirá o novo formato simplificado que ele próprio aprovou. Diferentemente dos papas anteriores, Francisco solicitou um único caixão de madeira com revestimento interno de zinco, abandonando a tradição dos três caixões sucessivos (cipreste, chumbo e carvalho).

As cerimônias fúnebres devem durar nove dias, conforme tradição, com o sepultamento previsto entre o quarto e o sexto dia após a morte. O corpo será exposto inicialmente para os funcionários do Vaticano, antes de ser transferido à Basílica de São Pedro, onde fiéis poderão prestar as últimas homenagens.

O processo segue orientações da constituição apostólica Universi Dominici Gregis, publicada em 1996 por João Paulo II, que detalha os procedimentos para a sucessão papal. Algumas dessas normas foram modificadas em 2013 por Bento XVI, pouco antes de sua renúncia.

A comparação com funerais anteriores ilustra o impacto de cada pontificado. Em 2005, a morte de João Paulo II mobilizou milhões de fiéis e jornalistas, com filas que chegaram a durar 13 horas para acesso à basílica. Já em 2022, o velório de Bento XVI, papa emérito, atraiu cerca de 200 mil pessoas, número significativamente menor.

Ainda não foram divulgadas estimativas oficiais sobre a movimentação esperada para as cerimônias em homenagem a Francisco. No entanto, sua figura popular e seu legado de aproximação da Igreja com temas contemporâneos devem atrair grande atenção mundial.

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