O Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os pacientes são um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, de Ponta Grossa. Outros 11 casos seguem em investigação no estado.
O tema ganhou repercussão após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar mortes associadas ao hantavírus em um cruzeiro internacional que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. O vírus confirmado nos casos do Paraná é o mesmo que infectou os passageiros do navio mas, segundo as autoridades de saúde paranaenses, não há relação entre os casos do estado e os registros no navio.
De acordo com a Sesa, os diagnósticos foram confirmados em abril e fevereiro, respectivamente. A secretaria informou ainda que a doença permanece sob monitoramento e que os casos registrados no Paraná são da cepa silvestre, transmitida por roedores infectados.
O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente pelo contato indireto com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres. Conforme a OMS, ambientes fechados e pouco ventilados aumentam o risco de contaminação.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode provocar falta de ar, insuficiência respiratória e queda de pressão arterial.
