Região Central: Poucos dias após o acidente que ceifou a vida do jovem Francisco Lailson Sousa Damasceno, na madrugada do dia 17 deste mês, a situação de risco permanece inalterada na estrada que dá acesso ao Açude Cedro e a diversos loteamentos na cidade de Quixadá, trecho marcado por intenso fluxo de veículos.
Mesmo após a tragédia, animais de grande porte continuam circulando livremente pela via, colocando em perigo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Na tarde deste sábado (24), a equipe do Revista Central flagrou um cavalo solto na rodovia estadual, evidenciando a falta de providências efetivas para evitar novos acidentes.
Moradores e condutores relatam que a presença de animais na pista é frequente. O risco de colisões aumenta significativamente, podendo resultar em acidentes graves ou fatais.
A responsabilidade pela segurança é compartilhada. Donos de animais, por lei, devem manter seus rebanhos devidamente cercados e sob vigilância, evitando que tenham acesso às vias públicas. Já o poder público tem o dever de fiscalizar, apreender animais soltos e aplicar as penalidades cabíveis, além de adotar medidas preventivas, como sinalização adequada e ações educativas.
Até o momento, no entanto, o que se observa é omissão e falta de fiscalização, mesmo após a perda irreparável de uma vida. A continuidade do problema levanta questionamentos sobre quantas outras tragédias serão necessárias para que providências concretas sejam adotadas.
A população cobra ações urgentes, como fiscalização permanente, apreensão de animais, responsabilização dos proprietários e campanhas de conscientização. Enquanto isso não ocorre, motoristas seguem trafegando sob constante ameaça, em um trecho onde a imprudência e a negligência podem, a qualquer momento, resultar em mais uma fatalidade.
