O homem apontado como autor do assassinato do vaqueiro Francisco Eudazio Lira Soares, conhecido como Dadá Guedes, de 30 anos, permanece foragido quatro dias após o crime ocorrido durante uma vaquejada em Quixeramobim. As forças de segurança seguem realizando diligências para localizar o suspeito.
Conforme as investigações, Darlei Teixeira Vitor, conhecido como “Sasom Boiadeiro”, é suspeito de atacar o campeão com golpes de faca logo após a cerimônia de premiação da competição, realizada no último domingo. Ferido, Dadá caiu do cavalo e o troféu que havia acabado de receber acabou quebrando ao atingir o chão.
A vítima foi socorrida por pessoas que estavam no evento e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Após a ação, o suspeito deixou o local em uma motocicleta e, até o momento, não foi localizado.
Testemunhas relataram que a discussão teria sido motivada por um suposto pedido de divisão da premiação conquistada pelo vaqueiro. Dadá havia recebido R$ 1 mil, valor correspondente à metade do prêmio de R$ 2 mil, dividido com outro competidor que também terminou a prova na primeira colocação. Segundo relatos, o suspeito não integrava a equipe da vítima e não teria direito à quantia.
Ainda de acordo com pessoas presentes no evento, o investigado chegou a celebrar a conquista ao lado de Dadá e de seus amigos antes do crime. A organização da vaquejada informou que o campeão participou da entrega dos troféus, mas deixou a arena antes do recebimento do prêmio em dinheiro, que ficou sob responsabilidade de seu patrão para posterior repasse.
Informações apontam que Darlei também participou da competição, porém em uma categoria destinada a competidores acima dos 40 anos. Ele não conseguiu classificação para a fase decisiva disputada no domingo.
O sepultamento de Dadá Guedes ocorreu na segunda-feira, na zona rural de Quixeramobim, reunindo familiares, amigos e admiradores do vaqueiro em um cortejo marcado por forte comoção.
A Polícia Civil segue à frente das investigações e intensificou as buscas para localizar o suspeito. As autoridades também trabalham para esclarecer todas as circunstâncias que antecederam o homicídio e reforçam a importância de que qualquer informação que possa contribuir com a captura seja comunicada aos órgãos de segurança.
