
O mês de setembro foi o mês mais quente já registrado na história do planeta, segundo o Copernicus, serviço de mudanças climáticas da União Europeia. E 2023 caminha para se tornar o ano mais quente já visto. Com tanto calor assim, surge uma dúvida: é possível morrer por causa das altas temperaturas?
Sim, é possível. O nome dado a essa causa é “morte por hipertermia”. Essa condição acontece quando nosso corpo é exposto a altas temperatura ou quando o corpo absorve mais calor do que consegue dissipar.
Pode parecer um tanto impossível que alguém perca sua vida por conta de temperaturas que passaram da conta, mas é exatamente isso que costuma acontecer em ondas de calor intenso. A mais devastadora atingiu a Europa em 2003 e tirou a vida de 70 mil pessoas. Em 2010, foi a vez da Rússia, onde mais de 10 mil morreram — outra recente foi a de 2015, na Índia, que matou 2 mil.
Quando a temperatura aumenta por hipertermia, as proteínas e enzimas do corpo se desnaturam, perdem a sua forma e sua função. Com 39° ainda funcionamos, mas quando chegamos aos 40° já é sinal de risco, podendo até levar ao coma.
De acordo com estudos científicos, o máximo que o ser humano pode suportar seria a média de 42°. Neste limite, o corpo para completamente de funcionar e o calor pode provocar até 27 diferentes problemas que causam a nossa morte.
A medida indicada é se hidratar bastante, tomar bastante líquido, evitar se expor a altas temperaturas e fazer esforço físico em dias de sol muito quente.
Com informações da CNN Brasil, Guia do Estudante e Uol.