Em três meses, 2.800 animais foram resgatados no Ceará pelos bombeiros

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Após o resgate da jiboia, esta não apresentou ferimentos. Foto: divulgação

O Corpo de Bombeiros resgata 2.822 animais no 1º trimestre de 2.023. A princípio os números refletem os resgates de animais realizados entre 1º de janeiro e 31 de março de 2023, em todo o Ceará. Enquanto que em 2022, no mesmo período, se resgatou 2.493.

Ou seja, as espécies mais resgatadas são as cobras jiboias, seguidas por felinos, cães, iguanas e cassacos. Mas também, resgatamos no período: jacarés, bacuraus, carcarás, éguas, vacas, garrotes, gatos-do-mato, gaviões, gambás, guaxinins, jacaretinga, macacos-prego, saguis, tamanduás-mirins, entre outros.

Mais um resgate
Sobretudo, por meio do número 193, os bombeiros militares receberam o pedido de resgate de um animal, serpente Jiboia de um metro, que se encontrava sobre o portão interno da residência. Imediatamente seguiram até a Rua Cinco do Planalto Renascer, em Quixadá.

Em síntese, o resgate ocorreu na fim de tarde desta quinta-feira (30), por volta das 17h35. Contudo, após o resgate da serpente ilesa, a guarnição a devolveu a seu habitat.

As jiboias
Primeiramente, as jiboias são répteis da família Boidae, na qual se encontram as maiores serpentes do planeta. Bem como, a jiboia, considerada a segunda maior espécie do território nacional, atrás somente da sucuri, apesar de serem temidas pelo seu grande porte, as jiboias normalmente, não são animais tão perigosos, em razão de não serem peçonhentas. Contudo, podem atacar se foram ameaçadas.

Em outras palavras, se trata de um animal carnívoro que mata suas presas comprimindo o corpo dessas. Assim, seu nome científico é Boa Constrictor. O termo constrictor está relacionado com uma capacidade dessa serpente de matar a presa pela constrição de seu corpo.

Após o resgate da jiboia, esta não apresentou ferimentos. De acordo com orientações do Núcleo Regional de Ofiologia da UFC (NUROF), se soltou em seu habitat natural, em uma Área de Proteção Ambiental em Quixadá. Do mesmo modo, o local mais adequado para a soltura é em ambiente de proteção ambiental próximo a água, longe de pessoas e de residências.

Como também, a Lei Ambiental protege estes animais silvestres.

Por fim, atuaram na ocorrência os bombeiros militares do Batalhão de Combate a Incêndio Florestal de Quixadá.