Região Central: Durante sessão na Câmara Municipal de Quixadá, o vereador Jackson Perigoso praticamente foi impedido de usar a tribuna para denunciar supostas ações ilegais da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) nas estradas do sertão. Segundo o parlamentar, motocicletas de pequenos agricultores estariam sendo apreendidas de forma irregular, por motivos como falta de licenciamento ou dívidas bancárias com busca e apreensão.
Durante sua fala, Jackson foi interrompido por representantes de um sindicato ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), que teriam tentado impedi-lo de continuar o discurso. De acordo com o vereador, foi necessário elevar o tom de voz por quase dez minutos para conseguir concluir parte de sua fala. Ele afirma que um grupo sindical “fez baderna” e que uma das representantes chegou a fazer sugesta para um confronto físico, após ele dizer que a sindicalista ganhava mais de R$ 20 mil reais.
“Fui impedido de falar, tive que gritar para defender o homem do campo. Uma sindicalista chegou a me chamar para a porrada. Isso é um absurdo! Sou civilizado, defendo o diálogo e o povo”, afirmou Jackson Perigoso.
O vereador reforçou que as ações da PRE, como descritas, estariam ocorrendo fora do seu âmbito de competência legal. “A Polícia Rodoviária Estadual não pode atuar fora das rodovias estaduais (CEs). O que está acontecendo é uma perseguição ao agricultor que depende de sua moto para trabalhar e sobreviver”, declarou.
Jackson também apelou diretamente ao governador do Estado, Elmano de Freitas (PT), pedindo que intervenha imediatamente para coibir o que classificou como “abusos” cometidos pela força policial. “Tenho certeza de que o nosso governador não compactua com esse tipo de ação. Confio que ele irá tomar providências.”
