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Último apagão registrado no país, em 2023, ocorreu por falha em subestação da Chesf em Quixadá

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Quixadá: Quando o assunto é apagão, como o que ocorreu na madrugada desta terça-feira (14) afetando todos os estados do país, é difícil não lembrar de Quixadá. Um problema em uma subestação do município provocou o último apagão, até então registrado.

LEIA TAMBÉM: ‘Apagão’ no Ceará durou 33 minutos e afetou quase um milhão de pessoas

O fato aconteceu em 15 de agosto de 2023. O que os especialistas chamam de “evento zero”, responsável pelo blecaute nacional, se deu na linha de Quixadá-Fortaleza II. A subestação é comandada pela Companhia Hidroelétrica de São Francisco (Chesf).

A linha de energia que interliga Quixadá a Capital abriu por uma falha de programação do sistema. Abrir uma linha, no jargão técnico, significa dizer que aquela subestação deixou de receber energia. Como o sistema elétrico do país é interligado, quando esse tipo de episódio ocorre, o sistema reconhece como se fosse uma falha e desliga para evitar que se repita em outras subestações.

O problema causou o maior apagão do Brasil desde 2009, deixando o Ceará e outros 24 estados do País sem energia, e Quixadá acabou ganhando a fama por tabela, tendo em vista que a falha ocorreu em uma subestação da Chesf que fica no município.

Aquele episódio marcou o início de uma nova fase de instabilidade no setor, em meio ao avanço acelerado das fontes renováveis. Desde então, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) passou a adotar o chamado curtailment (cortes obrigatórios de geração), numa estratégia para conter o excesso de energia produzido principalmente por usinas solares e eólicas, que geram muito mais eletricidade durante o dia do que a demanda consegue absorver.

O desequilíbrio entre oferta e consumo é resultado da expansão desordenada de painéis fotovoltaicos, impulsionada por subsídios, e da lentidão nas obras de transmissão. Segundo o ONS, até 2029 os cortes de geração podem atingir 40 mil megawatts em determinados horários, o equivalente a três vezes a produção da usina de Itaipu.

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