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Turma que concluiu estudos em colégio de Quixadá se reencontra pela 1ª vez depois de 50 anos

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Turma que concluiu os estudos em 74 voltou a se reencontrar após 50 anos (Fotos: Fátima Pordeus/Arquivo Pessoal)

Quixadá: Quanto tempo uma verdadeira amizade consegue resistir? Um grupo de 38 mulheres que formavam uma das turmas do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Quixadá, se reuniu pela primeira vez depois de 50 anos, e viu o quanto aquela mesma amizade ainda pulsava forte. Elas comemoraram o meio século de conclusão dos estudos da turma que se formou no início dos anos 70.

O grupo se encontrou este fim de semana em Quixadá, e participou de uma programação especial bem íntima, que incluiu jantar para socializar, uma missa e até uma aula da saudade, um momento emblemático onde aquelas estudantes voltaram para os muros do colégio onde se formaram, 50 anos depois. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais da instituição.

A ideia de reencontrar a turma partiu da empresária aposentada Fátima Pordeus, de 69 anos. Morando atualmente em Fortaleza, ela nunca esqueceu das raízes quixadaenses. “Eu cheguei aqui com seis anos, estudei minha vida toda aqui e só saí quando terminei”, conta ao Revista Central. Depois de encontrar o convite de formatura da turma, a ideia ganhou mais força.

Iniciativa de uma das alunas proporcionou um encontro de muita emoção

Desde antes da pandemia, Fátima diz que sonhava em reunir o grupo de 51 alunas que integravam o grupo que começou os estudos em 1971 e que concluiria no final de 74. Ela conta que procurou o Colégio para levantar pistas das integrantes, como fotos e outras informações, “mas me disseram que tinha acontecido um incêndio e que tudo da escola dos anos 80 pra trás, tinha se perdido”, detalha.

Com uma ajuda das redes sociais daqui e um contato com um conhecido dali, Fátima conseguiu localizar 38 mulheres que formavam a turma, das quais 33 participaram do encontro este fim de semana em Quixadá. A investigação revelou que 13 faleceram e outras cinco, por questões pessoais, não puderam participar.

“Estudamos a vida toda juntas e eu sempre gostei de reunir e fazer encontros e festas. Pra você ter uma ideia, eu participo de um grupo [já faz] 30 anos, com 24 casais e nos encontramos todos os meses”, diz Fátima Pordeus. Mesmo afeita a promover encontros, a empresária aposentada diz que foi difícil saber quem era quem depois de tanto tempo. Muitas, inclusive, só se viram novamente por ocasião do momento que Fátima organizou. “Tive que mandar fazer um crachá pra identificar elas”, conta.

Apesar de ser acostumada a participar de grupos formado por amigos antigos, Fátima revela que vai levar o dia em que pode rever suas amigas meio século depois, guardado como um dia de emoção. “Eu percebi a emoção e o agradecimento, o tanto que elas ficaram felizes. Pra mim, a emoção de cada uma foi o que mais me marcou, eu não esperava tanto”.

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