Região Central: Um clima de indignação tomou conta de parte dos servidores públicos municipais de Quixadá após a revelação de supersalários recebidos por dirigentes do sindicato da categoria via Instituto da Previdência. A notícia caiu como uma bomba entre os trabalhadores, que agora exigem transparência nas finanças da entidade sindical e prestação de contas detalhada.
Segundo informações de filiados ao Sindicatos do Servidores Públicos de Quixadá- Sindsep, a insatisfação não se limita apenas aos altos valores recebidos pelas sindicalistas, uma vez que servidores que passaram décadas trabalhando dizem que não ganham o mesmo salário, enquanto as sindicalistas que deixaram a sala de aula há décadas recebem esses supersalários de quase R$ 25 mil reais.
Os servidores também há questionamentos sobre o uso de uma picape S-10 pertencente ao sindicato, supostamente utilizada para fins não esclarecidos, bem como os gastos com combustível. Há informação de que o veículo muitas vezes é “guardado” na residência de uma sindicalista.
“Os servidores estão cansados de não saberem como o dinheiro do sindicato está sendo aplicado. Somos nós que sustentamos essa estrutura com nossas contribuições mensais, então temos o direito de saber onde e como esses recursos estão sendo usados“, declarou um servidor que prometeu protocolar o pedido na próxima semana.
Diante da situação, um grupo de servidores já se mobiliza para formalizar, nos próximos dias, um pedido oficial de prestação de contas, com base no princípio da transparência e no direito à informação garantido aos filiados. Entre os documentos requeridos estão: relatórios de viagens com uso da S-10, notas fiscais de combustíveis e demais despesas operacionais do sindicato.
Caso o pedido seja ignorado ou negado, os servidores já anunciam que ingressarão com uma ação judicial para obrigar a entidade a abrir suas contas. A possível judicialização do caso poderá gerar impactos significativos na imagem da diretoria sindical, que já vem sendo criticada nas redes sociais e grupos de mensagens por suposta falta de transparência.
Até o momento, a diretoria do sindicato não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias ou os pedidos por maior fiscalização e controle interno. A expectativa da categoria é que a entidade se manifeste publicamente e adote medidas para restabelecer a confiança dos filiados.
