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Servidores de Paramoti alegam que prefeitura ainda não pagou salário atrasado de dezembro

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Servidores alegam que prefeitura estaria dificultando pagamento do parcelamento de dezembro (Foto: divulgação)

Região Central: A garantia de direitos dos servidores públicos da cidade de Paramoti está se transformando em uma saga, quase sem fim. Até agora os trabalhadores lotados no município estaria buscando o pagamento atrasado referente ao mês de dezembro de 2020. A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetance) alega que a prefeitura estaria dificultando a efetuação dos pagamentos.

De acordo com o Sindicato dos Servidores da cidade, a prefeita Antônia Telvânia Ferreira Braz, teria oferecido em uma rodada de negociação, a opção do pagamento atrasado em seis parcelas. O Sindicato contestou e pediu que o parcelamento fosse feito apenas em quatro vezes, já que a categoria acha “inadmissível receber os salários em parcelas de menos de R$ 200”.

Ainda de acordo com o Sindicato o parcelamento teria apenas uma data para começar a ser feito, mas não estipulava quando seria concluído, uma espécie de manobra que poderia conferir à prefeitura de Paramoti a chancela de pagar seis parcelas sem que fosse de forma consecutiva. “No documento, o sindicato cobra garantias para a celebração de eventual acordo, como, no caso de atraso ou não pagamento, realizar o vencimento antecipado das parcelas e o imediato bloqueio nas contas do Município”.

A Promotoria do Município não estaria a par das propostas feitas pelo Sindicato e agora foi acionada para que tome conhecimento da situação.

O Revista Central tem acompanhado a situação em Paramoti. No dia primeiro de fevereiro a prefeitura ainda não tinha realizado o pagamento dos servidores e, até aquela data, também não tinha explicado como faria o pagamento de dezembro que constava em atraso. Diante da situação, o juiz da cidade intimou a prefeitura a se pronunciar em um prazo de 72 horas para informar como faria o pagamento, que até então ainda não aconteceu.

Antônia Telvânia Ferreira Braz, de 40 anos, é professora do ensino fundamental de carreira. Resolveu disputar a cadeira do executivo com o prefeito da cidade que buscava se reeleger, Eduardo Feijó. Telvânia ganhou com uma diferença de 0.6% dos votos válidos. Mas o ex-gestor teria deixado a prefeitura com uma bomba relógio para a prefeita novata: salários de dezembro sem estarem pagos. Em função disso o Sindicato entrou com o mandado de segurança.

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